Entenda como o refrigerante pode agir no corpo e as diferenças em relação ao suco (Imagem ilustrativa/Pexels) Em tempos de dietas extremas e virais glorificando refrigerantes como forma de perder peso, a Coca-Cola Zero ganhou força pelo ‘prazer sem culpa’. Vendida como uma opção zero açúcar, a bebida chegou a ser comparada com sucos naturais como uma forma melhor para queimar calorias. Mas, no entanto, será que é realmente uma forma mais saudável de emagrecer? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com Driele Cavalcanti, professora de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, o consumo frequente de adoçantes artificiais (presentes em refrigerantes zero açúcar) impacta diretamente na microbiota intestinal e no aumento do desejo por doces. “Como nutricionista, não indico o consumo regular de refrigerantes. Mesmo em sua versão zero açúcar o consumo deve ser feito com cautela. Apesar disso, a Coca-Cola Zero de fato não possui calorias”, enfatiza. Além disso, Cavalcanti ressalta que o consumo regular de refrigerantes, devido ao alto teor de ácido fosfórico, está associado ao desenvolvimento de osteoporose. Refrigerante zero ou suco? Existe, de fato, a frutose que é um açúcar simples (monossacarídeo) que está presente em frutas, mel, legumes e vegetais. Neste sentido, Driele destaca que os sucos naturais são mais calóricos. No entanto, a especialista ressalta que o consumo de sucos naturais são fontes de vitaminas, minerais e compostos bioativos, que são importantes para a nossa saúde, diferente da Coca-Cola Zero. Apenas em casos de dietas restritas em calorias, e especialmente restritas em carboidratos, Cavalcanti cita a Coca-Cola Zero como uma opção válida, mas o ideal é priorizar o consumo de água, evitando os danos ao longo prazo que o refrigerante pode causar. “Existem algumas alternativas que apesar de não serem consideradas refrigerantes, possuem características similares por serem bebidas saborizadas e gaseificadas, são elas: Água com gás e limão ou laranja espremida e kombucha, uma bebida fermentada e com ação prebiótica”, indica. Danos do refrigerante O consumo prolongado de refrigerante pode causar alterações na microbiota intestinal e contribuir para um estado de disbiose (é um desequilíbrio na microbiota intestinal). “(Pode causar) mudanças no paladar, com o estímulo constante do adoçante que possui teor de doçura superior ao do açúcar tradicional, há um aumento da resistência aos sabores naturais e consequentemente, redução do consumo de alimentos in natura”, informa. Fora essas alterações, a nutricionista também relembra que há prejuízos à saúde óssea por conta do consumo excessivo de ácido fosfórico, que compete com o cálcio no momento da absorção deste micronutriente.