Dietas com menor ingestão de açúcar, carboidratos refinados e alimentos ultra-processados devem ser retiradas da dieta (Divulgação) Se o seu objetivo é reduzir a gordura abdominal, especialmente aquela gordura visceral, mais profunda e metabólica, especialistas em nutrição alertam: certos alimentos precisam sair do menu. Segundo estudos e profissionais da saúde, cinco grupos alimentares estão diretamente associados ao acúmulo de gordura na barriga e devem ser evitados ou consumidos com cautela. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Veja a seguir quais são esses alimentos, por que eles favorecerem o ganho de gordura abdominal e como substituir por opções mais saudáveis. Quais são os 5 alimentos que dificultam a perda de barriga; 1. Açúcares e doces Doces tradicionais (bolos, biscoitos, sobremesas) e bebidas com adição de açúcar são alguns dos principais culpados por favorecer o acúmulo de gordura no abdômen. Segundo nutricionistas, o excesso de açúcar livre é rapidamente convertido em gordura pelo fígado e pode levar ao depósito de gordura visceral. Além disso, o consumo frequente de alimentos muito doces eleva os níveis de insulina, um hormônio que estimula o armazenamento de gordura. 2. Carboidratos refinados Pães brancos, massas, arroz branco e outros alimentos feitos com farinha refinada são digeridos rapidamente, provocando picos de glicemia (açúcar no sangue) e incentivando o corpo a armazenar gordura na barriga. A ingestão frequente desses carboidratos está associada a maior gordura abdominal e estudos mostram que substituí-los por versões integrais (mais ricas em fibras) ajuda a controlar o peso e reduzir a circunferência da cintura. 3. Gorduras trans e alimentos fritos Alimentos fritos (como batatas fritas, frango empanado) e produtos industrializados com gordura trans (margarinas, salgadinhos) são extremamente calóricos e inflamatórios. De acordo com nutricionistas, esse tipo de gordura promove armazenamento de gordura visceral e aumenta os riscos metabólicos. Além disso, esses alimentos geralmente têm baixa densidade nutricional e são fáceis de consumir em excesso. 4. Bebidas açucaradas Refrigerantes, sucos industrializados, chás adoçados e outras bebidas com muito açúcar são especialmente prejudiciais, pois fornecem “calorias vazias”: muitos açúcares, sem fibras, sem saciedade. Essas bebidas favorecem o acúmulo de gordura abdominal justamente por aumentar o nível de insulina e por sua rápida absorção pelo organismo. Além disso, por serem líquidas, muitas vezes não “satisfazem” o apetite, o que pode levar a comer mais logo depois. 5. Álcool É comum ignorar o impacto das bebidas alcoólicas no ganho de gordura. Mas o álcool é altamente calórico, pode aumentar o apetite, e seu metabolismo favorece o acúmulo de gordura na região do abdômen. Estudos indicam que o consumo frequente de bebidas alcoólicas está relacionado a um maior acúmulo de gordura visceral, a chamada “barriga de cerveja” não é só figura de linguagem. Como substituir esses alimentos e favorecer a perda de gordura abdominal Em vez de doces, prefira frutas frescas, iogurte natural sem açúcar ou pequenas porções de chocolate amargo. Substitua os carboidratos refinados por versões integrais, como arroz integral, massas integrais, quinoa e pães com grãos inteiros. Troque frituras por alimentos assados ou grelhados; evite itens ultra-processados ricos em gordura trans. Prefira água, chás sem açúcar, água com gás ou infusões naturais no lugar de refrigerantes e sucos industrializados. Reduza ou elimine o consumo de álcool, especialmente em dias em que você busca resultados no controle do peso. O que a ciência diz sobre essas trocas: Estudos em nutrição comprovam que dietas com menor ingestão de açúcar, carboidratos refinados e alimentos ultra-processados estão associadas a redução da gordura visceral, aquela que se acumula ao redor dos órgãos e é mais prejudicial à saúde. Além disso, guias alimentares, como o do Ministério da Saúde, recomendam limitar alimentos ultraprocessados para manter uma dieta saudável e prevenir excesso de peso. Segundo especialistas, não se trata de “tudo ou nada”: eliminar completamente pode ser difícil, mas reduzir gradualmente esses grupos de alimentos já traz benefícios importantes para a saúde metabólica, para o controle do peso e para a redução da gordura abdominal.