A morte de Chorão completou 12 anos no último dia 6 de março (Divulgação) Alexandre Magno Abrão, o Chorão, completaria 55 anos nesta quarta-feira (9). Vocalista da banda Charlie Brown Jr., ele se tornou uma das figuras mais marcantes da música brasileira dos anos 2000 — com letras que dialogavam diretamente com a juventude, a realidade das ruas e o amor pela vida. Sua morte precoce, em 6 de março de 2013 por overdose de cocaína, foi um choque nacional. Mas em Santos, cidade onde viveu grande parte da vida e que carregava no peito e nas músicas, a perda foi ainda mais impactante. Fãs lotaram as ruas, criaram murais espontâneos, fizeram vigílias e homenagens em locais marcantes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mais que um ídolo, Chorão representava um estilo de vida. Skatista, rebelde e sonhador, ele misturou rock, rap e reggae em um som autêntico que ecoa até os dias atuais. Músicas como “Zóio de Lula”, “Dias de Luta, Dias de Glória” e “Só os Loucos Sabem” seguem nas playlists de quem cresceu ouvindo a banda. O artista também não escondia a ligação com o Santos Futebol Clube. Para muitos fãs, como a estudante de publicidade e propaganda Luiza Marques Leite da Silva, de 22 anos, o legado de Chorão é profundamente pessoal. “Falar sobre o Chorão é como contar sobre as diferentes fases da minha vida. As músicas dele marcaram momentos importantes, não só para mim, mas para a minha família também. Desde que nasci, meu irmão me apresentava as canções, tocava no violão, e cantávamos juntos em família”. O ex-vocalista pode ser considerado o porta-voz de uma geração, assim como foi para Luiza. “O Chorão sempre foi um porta-voz dos meus sentimentos, das minhas lutas e dos meus sonhos. Minha relação com as músicas é intensa, porque cada letra, além de acompanhar uma fase da minha vida, muitas vezes conseguia descrever exatamente o que eu sentia”. Despedida de Chorão teve cortejo pelas ruas de Santos (Irandy Ribas/Arquivo AT) “Gosto de destacar que, além de me emocionar, as falas e letras do Chorão me motivaram a correr atrás dos meus sonhos. Ele deixou um legado eterno, e é por isso que, até hoje, quando escuto Charlie Brown Jr., sinto que ainda há muito dele vivo por aí. Nas melodias, atitudes e, principalmente, andando pelas ruas da cidade de Santos”, disse a fã. Chorão e o Santos Para celebrar a ligação com o cantor e o Charlire Brown Jr., o Peixe lançou, no ano passado, uma camisa em homenagem a banda. Em parceria com a Umbro, fornecedora de material esportivo, o uniforme na cor preta leva o nome do grupo musical no peito.