Chás e frutas vermelhas também são ricos em flavonoides (Adobe Stock) Os apaixonados por chocolate e vinho podem consumir seu alimento ou bebida favorita com menos culpa, pois estudos comprovaram que a ingestão deles pode reduzir o risco de a pessoa desenvolver demência. Nesses estudos, pesquisadores de diferentes áreas investigaram como os compostos presentes nesses itens podem beneficiar o cérebro ao longo dos anos, auxiliando na preservação da memória e das funções cognitivas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses alimentos possuem altos níveis de polifenóis, que são compostos antioxidantes protetores das células contra danos por radicais livres. Os flavonoides, um tipo específico de polifenol encontrado tanto no cacau do chocolate quanto nas uvas utilizadas na produção de vinho, são conhecidos por seus potenciais efeitos neuroprotetores. Uma pesquisa publicada no ‘American Journal of Clinical Nutrition’ (Jornal Americano de Nutrição Clínica), indicou que pessoas que consomem alimentos ricos em flavonoides tendem a apresentar uma taxa de declínio cognitivo menor. O estudo observou que indivíduos que consumiam regularmente uma porção moderada de chocolate amargo ou uma taça de vinho tinto mostravam um menor risco de desenvolver doenças degenerativas, como Alzheimer. Outro estudo, esse conduzido pela Universidade de Reading, no Reino Unido, apontou que o consumo de flavonoides pode contribuir para melhorar a circulação sanguínea. Isso é crucial para a manutenção da saúde cognitiva, já que o fluxo sanguíneo adequado é fundamental para a oxigenação e o funcionamento correto das células cerebrais. Consumo com moderação Apesar dos benefícios, os especialistas do estudo britânico alertaram que o consumo deve ser moderado. Exagerar na quantidade de chocolate ou vinho pode ter efeitos contrários, pois também contêm açúcar, gorduras e álcool nas suas composições. Os benefícios cognitivos foram observados em participantes que consumiam apenas pequenas porções – cerca de 20g de chocolate amargo ou uma taça de vinho tinto por dia. Além disso, os pesquisadores ressaltam que esses alimentos não substituem outros hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, uma dieta equilibrada, e o controle de fatores como estresse e sono.