A ginecologista Fernanda Nassar ressalta a importância da vacinação contra o HPV (Divulgação) Dados recentes divulgados pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) apontam que cerca de 30 mil mulheres recebem, anualmente, o diagnóstico de câncer ginecológico no Brasil. Entre eles, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o mais frequente é o de colo do útero, com 16.590 novos registros por ano, seguido pelo de ovário (6.650) e pelo de corpo uterino (6.540). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ginecologista Fernanda Nassar explica a importância dos exames de rotina para o diagnóstico precoce. “Apesar dos índices alarmantes, a melhor maneira de prevenir as doenças ginecológicas e detectar um câncer em fase inicial é por meio dos exames de rotina. Vale ressaltar que a vacinação contra o HPV, vírus responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero, também é essencial”. Outro ponto fundamental é a atenção aos sinais do corpo. A maior parte dos cânceres ginecológicos, que atingem o sistema reprodutivo feminino, pode manifestar sintomas como dor pélvica persistente, sangramento vaginal fora do comum, aumento do volume abdominal, secreções atípicas e até mudanças no funcionamento intestinal. “Conhecer o próprio corpo é essencial, por isso é importante estar atento aos sinais que indicam alerta”, explica a médica. HPV no Brasil Segundo pesquisa do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, realizada em parceria com o Instituto Locomotiva e com apoio da farmacêutica ESD, 6 em cada 10 mulheres desconhecem que o HPV pode causar câncer do colo do útero, e 4 em cada 10 não sabem como se prevenir contra o vírus. O estudo entrevistou 831 mulheres brasileiras, entre 18 e 45 anos, das classes sociais A, B, C e D, abrangendo todas as regiões do país. No Brasil, existem duas vacinas contra o HPV: a quadrivalente, oferecida na rede pública, e a nonavalente, disponível na rede privada. Ambas oferecem proteção contra o câncer de colo do útero e outros tipos de tumores relacionados ao vírus. “Quando o tema é a vacinação do HPV, é comum observar que ainda existem dúvidas, principalmente entre as mulheres. Por isso, ambos os gêneros com idades entre 9 e 45 anos devem se imunizar contra o vírus. A imunização contempla desde aqueles que já iniciaram a vida sexual até quem é portador do vírus ou já teve câncer”, conclui a especialista.