Dores abdominais podem indicar câncer de pâncreas (Imagem ilustrativa / Pexels) O câncer de pâncreas, como o que foi diagnosticado no chef e apresentador Edu Guedes, de 51 anos, é considerado um dos mais agressivos. De difícil diagnóstico e alta mortalidade, representa apenas 1% dos casos no Brasil, mas responde por cerca de 5% das mortes por câncer, ocupando a 14ª posição entre os mais frequentes (excluindo os de pele não melanoma). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os sintomas do câncer de pâncreas podem variar conforme a fase da doença, mas entre os mais frequentes, segundo o Hospital Albert Einstein, estão: Dor na região abdominal: desconforto contínuo na área do abdômen, que pode irradiar para as costas. A dor tende a se intensificar após as refeições ou durante a noite. Emagrecimento sem causa aparente: especialmente quando acontece de forma rápida e significativa. Icterícia: condição caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos, provocada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue — substância presente na bile. Isso pode ocorrer quando o tumor compromete o fluxo normal da bile. Distúrbios digestivos: o câncer pancreático pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e sensação de estômago cheio mesmo após ingerir pequenas quantidades de alimento. Diabetes: em alguns casos, a doença pode interferir na produção de insulina, levando ao aparecimento do diabetes. Cansaço e falta de energia: a presença do câncer pode comprometer o funcionamento do organismo, provocando fraqueza e fadiga generalizada. Causas Diversos fatores podem estar associados ao surgimento do câncer de pâncreas, entre eles: Histórico familiar: indivíduos com parentes de primeiro grau diagnosticados com a doença apresentam maior predisposição para desenvolvê-la. Tabagismo: fumar aumenta significativamente o risco. As substâncias tóxicas presentes nos cigarros danificam as células do pâncreas ao longo do tempo. Hábitos alimentares: o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, defumados (como bacon e embutidos) e ricos em gorduras saturadas está entre os principais fatores de risco. Obesidade e sedentarismo: o excesso de peso e a falta de atividade física regular estão associados ao aumento do risco de câncer pancreático. Pancreatite crônica: a inflamação contínua do pâncreas pode contribuir para o aparecimento do tumor. Diabetes tipo 2: essa condição metabólica está relacionada a um risco elevado de desenvolvimento da doença. Idade: o risco cresce com o envelhecimento, sendo mais comum em pessoas acima dos 65 anos. Diagnóstico A identificação do câncer de pâncreas costuma envolver uma combinação de exames clínicos e de imagem para confirmar a doença e avaliar sua gravidade: Exames de imagem: tomografias e ressonâncias magnéticas auxiliam na visualização do pâncreas e possíveis alterações. Ultrassonografia: permite observar o órgão por meio de ondas sonoras e detectar anomalias. Exames laboratoriais: alterações nos níveis de determinadas substâncias no sangue podem ser indicativos do tumor. Biópsia: a coleta de tecido pancreático é essencial para confirmar o diagnóstico por meio de análise microscópica. Endoscopia e ecoendoscopia: técnicas que utilizam sondas com câmera ou ultrassom para visualizar internamente o trato digestivo e colher amostras. Laparoscopia: procedimento cirúrgico minimamente invasivo usado em casos em que os exames convencionais não são conclusivos. O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar as chances de tratamento bem-sucedido e maior sobrevida. Tratamento As opções terapêuticas variam conforme o estágio da doença e o estado de saúde do paciente. Entre elas: Cirurgia: indicada quando o câncer é identificado precocemente; o procedimento envolve a remoção do tumor e tecidos ao redor. Quimioterapia: usa medicamentos para destruir ou conter a multiplicação das células malignas. Radioterapia: aplicação de radiação localizada para eliminar as células tumorais, podendo ser usada isoladamente ou em conjunto com outras terapias. Terapias-alvo: medicamentos específicos que atuam em genes ou proteínas ligadas ao crescimento do câncer, com foco em tratamentos personalizados. Prevenção Embora nem todos os casos possam ser evitados, é possível reduzir o risco da doença com medidas preventivas: Abandonar o tabagismo: deixar de fumar é uma das formas mais eficazes de prevenção. Manter uma alimentação equilibrada: dar preferência a alimentos naturais, ricos em fibras e nutrientes, e evitar produtos industrializados e gordurosos. Moderação no consumo de álcool: o uso excessivo de bebidas alcoólicas está relacionado a inflamações pancreáticas e aumento do risco. Controle do diabetes e de outras doenças crônicas: manter essas condições sob controle reduz as chances de complicações. Aconselhamento genético: indicado para pessoas com histórico familiar da doença, ajudando na identificação precoce de possíveis riscos hereditários. Segundo o Hospital Albert Einstein, a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são os maiores aliados na luta contra o câncer de pâncreas.