A calvície mais comum, a alopécia androgenética, normalmente começa entre os 20 e 30 anos nos homens (Adobe Stock) Quem pensa que calvície é exclusiva de quem já chegou a uma certa idade está muito enganado, pois a queda de cabelo também acontece entre os jovens. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Há um crescimento real nesses casos de calvície, causado por estilo de vida moderno, estresse, má alimentação, alterações hormonais e predisposição genética. Além disso, o maior acesso à informação e à medicina capilar também faz com que mais casos sejam identificados precocemente”, afirma a médica Amanda Caroline Costa Leitão, especialista em transplantes capilares, barba e sobrancelhas. Um dado relevante, observa a especialista que está há oito anos na área, é que 25% dos jovens entre 20 e 25 anos apresentam algum grau de calvície. “Além disso, o maior acesso à informação e à medicina capilar também faz com que mais casos sejam identificados precocemente”, lembra. A calvície mais comum, a alopécia androgenética, normalmente começa entre os 20 e 30 anos nos homens, podendo surgir já no final da adolescência, afetando cerca de 50% dos integrantes do sexo masculino até os 50 anos. A prevalência chega a 80% em homens com 70 anos ou mais. “Nas mulheres, a queda costuma aparecer mais tarde, geralmente após os 40 anos, principalmente na menopausa. Acima de 50 anos, em média 50% das mulheres vão ter algum grau de antrogenética pela mudança hormonal pós-menopausa”, detalha Amanda. Um dado relevante, observa a médica que está há oito anos na área, é que 25% dos jovens entre 20 e 25 anos apresentam algum grau de calvície (Arquivo pessoal) Causas e correria As principais causas da alopécia androgenética são fatores genéticos e a ação dos hormônios androgênicos (grupo de hormônios esteroides que desempenham papéis cruciais no desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculinas), especialmente a di-hidrotestosterona (DHT), que enfraquecem os folículos capilares. “Além disso, outros fatores podem causar queda de cabelos, como alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças inflamatórias ou infecciosas e também uso de certos medicamentos”, acrescenta a doutora. A correria do cotidiano, associada ao estresse crônico, pode antecipar quadros de calvície, principalmente em pessoas geneticamente predispostas, afirma a médica. “O estresse altera o equilíbrio hormonal, aumenta os níveis de cortisol e afeta o ciclo de crescimento dos fios, levando à queda capilar precoce ou agravada. É um fator indireto, mas com impacto real”, explica. Alimentação ruim pode causar deficiências nutricionais e prejudicar a renovação dos folículos. “Ferro, zinco, magnésio, vitamina D e vitaminas do complexo B, como a Biotina, são essenciais para o crescimento dos fios”, lista Amanda. A especialista informa que o sono inadequado pode contribuir para a queda de cabelo porque interfere na produção de melatonina, um hormônio que regula o ciclo do sono e também influencia o crescimento capilar. “Quando dormimos mal, essa produção cai, e o ciclo capilar pode se desequilibrar, favorecendo a queda”, justifica. “A correria do dia a dia não causa calvície sozinha, mas pode funcionar como um gatilho importante, antecipando ou intensificando quadros já predispostos”, ressalta. Dicas Observar o histórico familiar: se há casos de calvície, vale a pena procurar um médico logo nos primeiros sinais. Manter uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, ferro, zinco e vitaminas como a D e as do complexo B é fundamental para a saúde dos fios. Controle do estresse, que pode provocar queda acentuada em jovens, principalmente na forma de eflúvio telógeno (situação caracterizada pelo aumento da queda de cabelo, o que pode ser consequência de períodos de estresse e ansiedade ou ser devido a alterações hormonais). Evitar o uso excessivo de chapinhas, químicas agressivas e penteados muito apertados, que podem enfraquecer a raiz. Cuidar do couro cabeludo: mantê-lo limpo e tratar a oleosidade é essencial. Não ignore os primeiros sinais de afinamento: quanto mais cedo é identificado e tratado, maiores são as chances de preservar os fios e evitar a progressão da queda.