Aprenda a preparar os macios e suculentos cortes provenientes do alcatra (alexsander ferraz) Muita gente acredita que fazer churrasco é só colocar a carne na grelha e esperar dourar. Mas a verdade é que o ponto certo e a técnica correta na hora de fritar ou selar a carne fazem toda a diferença entre um pedaço suculento e outro completamente ressecado. Especialistas em gastronomia e churrasco explicam quais erros são mais comuns e o que você deve fazer para garantir uma carne perfeita, dourada por fora e macia por dentro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O segredo começa antes de a carne ir para o fogo Antes mesmo de acender o carvão, a preparação faz toda a diferença. Segundo chefs e churrasqueiros, o primeiro passo é deixar a carne atingir a temperatura ambiente. “Colocar a carne gelada direto na frigideira ou na grelha faz com que ela cozinhe por dentro antes de dourar por fora, perdendo suculência”, explica o chef e especialista em carnes Rodrigo Oliveira. Além disso, secar o excesso de umidade com papel-toalha é essencial. A água na superfície impede que a carne frite de verdade, ela acaba cozinhando e liberando vapor, o que atrapalha a formação da crosta dourada que dá sabor e textura. O momento certo de salgar Um dos debates mais antigos entre churrasqueiros é quando colocar o sal. A recomendação dos especialistas é salgar apenas na hora de ir para o fogo. O motivo é simples: o sal retira a umidade da carne. Se colocado com antecedência, ele puxa o suco natural e deixa o corte mais seco. Já na hora certa, ajuda a formar a crosta e acentua o sabor. Se preferir uma versão mais prática, o sal grosso é ideal para a grelha. Ele não penetra totalmente e ajuda a proteger a carne do calor direto. Chapa ou frigideira bem quente Se a carne for frita na frigideira, um erro comum é colocar o alimento antes de o utensílio estar quente. A frigideira precisa estar quase soltando fumaça antes de receber o corte Evite virar a carne muitas vezes. O ideal é deixar selar de um lado, criar crosta e só depois virar. Assim, ela não perde líquido e mantém a maciez. No churrasco, controle é tudo Ao contrário do que muita gente pensa, churrasco bom não se faz com fogo alto o tempo todo. O ideal é ter uma brasa média, constante e uniforme. O fogo muito alto queima por fora e deixa crua por dentro; o fogo baixo cozinha demais e tira o ponto. Paciência e tempo de descanso Depois de fritar ou grelhar, o impulso de cortar a carne logo é grande — mas esse é um erro que muitos cometem. Quando a carne sai do fogo, é importante deixá-la descansar por cerca de 5 minutos. Isso permite que os sucos internos se redistribuam, garantindo textura e sabor uniformes. Se cortar imediatamente, todo o líquido escapa, e o resultado é um pedaço seco, sem graça e endurecido. Como saber o ponto ideal Uma técnica simples é o teste do toque: Toque o polegar no indicador e sinta a base da mão — essa textura é o ponto mal passado. Polegar com o dedo médio: ponto ao ponto. Polegar com o anelar: bem passado. Esse método ajuda a identificar a firmeza da carne sem precisar cortá-la. Os cortes que se saem melhor fritos ou grelhados Nem toda carne é ideal para fritar. Os melhores cortes para esse tipo de preparo são os mais macios e com boa quantidade de gordura: Contrafilé Picanha Fraldinha Alcatra Maminha Bife ancho (ou entrecôte) Filé mignon Cortes mais duros, como coxão duro e músculo, são melhores para cozidos e ensopados. Erros comuns que você deve evitar Colocar óleo demais na frigideira, ele impede a reação de Maillard. Virar a carne várias vezes, isso retira o suco natural. Fritar muitas peças ao mesmo tempo, o excesso de carne abaixa a temperatura da frigideira. Usar utensílios frios ou úmidos, isso altera o calor e atrapalha o cozimento. Esquecer o tempo de descanso, — o principal segredo para manter a suculência.