O panetone apresentado tem lascas de chocolate na massa e cobertura crocante de farinha de amêndoas e avelã (Divulgação) O Brasil conquistou o segundo lugar no Panettone World Championship 2025, realizado em Milão, Itália, neste mês de outubro. A competição, que reuniu equipes de nove países, destacou-se por valorizar a tradição artesanal e a inovação na produção do panetone, tradicional iguaria natalina italiana. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A equipe brasileira, Squadra Brasile, foi liderada pelo confeiteiro cearense Brunno Malheiros, da Cheiro do Pão, e contou com a participação dos profissionais Joze Nilson Diniz (SP), Matheus Andrade (RN) e Déborah Zanzini (SP). Juntos, apresentaram um panetone de chocolate que encantou os jurados pela massa leve, lascas de chocolate e cobertura crocante de amêndoas e avelã. A combinação de técnicas artesanais com rigor técnico, como a cocção a 150°C seguida de 12 horas de descanso, garantiu uma textura macia e aroma preservado. Além da versão de chocolate, a equipe brasileira apresentou outras criações que exploraram a diversidade de sabores nacionais. Destacou-se um panetone inovador com doce de leite, maracujá, tapioca e coco ralado, remetendo às raízes tropicais do Brasil. Outra versão tradicional brasileira, com uvas-passas, cidra e laranjas cristalizadas, também conquistou destaque, garantindo posição entre os dez melhores do mundo na categoria. A competição, organizada pela Accademia dei Maestri del Lievito Madre e del Panettone Italiano, contou com a participação de equipes de países como Taiwan, Argentina, Austrália, Alemanha, Japão, Espanha, Peru e China. O evento foi realizado no contexto da HostMilano, uma das maiores feiras internacionais de equipamentos e ingredientes para a panificação e confeitaria. A conquista do segundo lugar no Panettone World Championship 2025 representa um importante reconhecimento para a panificação artesanal brasileira, evidenciando a criatividade e a excelência técnica do país no cenário internacional. Além disso, reforça a crescente valorização de sabores e ingredientes nacionais na gastronomia mundial.