Drinque inspirado no Sunomono, Raspadinha de Praia, Calmar leva maracujá e camomila e Sereno tem baunilha e capim-limão (Gustavo Porto/ Divulgação, Reprodução, Murillo Muka/ Divulgação e Divulgação) Nos últimos anos, a onda das bebidas sem álcool ganhou força por motivos sociais e culturais, como o desejo de adotar um estilo de vida mais saudável, o cuidado com o bem-estar mental, além da preocupação com a qualidade do sono e o desempenho profissional. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Geração Z, que gastou US\$ 3 bilhões com bebidas alcoólicas no ano passado, apresentou uma redução de 86,96% em comparação aos US\$ 23 bilhões gastos pelos Millennials no mundo. E se você deseja diminuir ou eliminar o consumo de álcool, a boa notícia é que o mercado já oferece uma variedade surpreendente de opções para atender à sua escolha. Por décadas, os coquetéis não alcoólicos eram apenas misturas simples de sucos, leite condensado e refrigerantes com decorações exageradas, como o Sol de Limão ou o Golfinho de Banana. Essas criações faziam mais sucesso com as crianças, o que explicava o excesso de açúcar e as ornamentações extravagantes. Com o tempo, porém, o conceito de mocktails – surgido em 1977 – se modernizou, especialmente com o impulso das redes sociais. A coquetelaria amadurecida passou a criar opções sem álcool que atendem a uma demanda crescente, oferecendo experiências que agradam a todos. A revolução dos mocktails combina chás, especiarias, defumações, xaropes artesanais e até destilados sem álcool, criando bebidas complexas e saborosas, sem comprometer a sobriedade e o bem-estar. Atenta às novas tendências, a indústria já disponibiliza opções prontas sem álcool ou com baixa graduação alcoólica, como cerveja, gin, vinho, rum e até cachaça, ampliando as alternativas sofisticadas no mercado. Se a popularidade dos mocktails e bebidas alternativas já é uma tendência consolidada, vale lembrar que o movimento de redução do consumo de álcool no Brasil começou bem antes dessa geração. Em 2008, a campanha Motorista da Rodada já promovia a importância de não dirigir após beber, incentivando o papel do motorista da vez, aquele que se abstém para garantir a segurança de todos. Como mixologista com 24 anos de experiência, acompanhei as mudanças de comportamento entre gerações. Meu desafio – e o dos colegas de profissão – é manter as expectativas do cliente ao frequentar o bar. Um coquetel vai além de uma boa foto nas redes sociais: é uma combinação de técnica, estudo, textura, temperatura, estética e ritual. Se antes as versões sem álcool eram coadjuvantes no cardápio, hoje muitas vezes ocupam papel de destaque. Essa evolução não diminui o prazer de desfrutar uma bebida, apenas se adapta aos novos hábitos de consumo. A questão não é se o consumo de álcool vai continuar a cair, mas como a arte da coquetelaria continuará a se reinventar para cativar novas gerações. Baixada Santista Na região, temos ótimas opções de coquetéis sem álcool. Fugindo das clássicas sodas italianas – mistura de xarope de frutas, água com gás e gelo –, bartenders locais buscam mais criatividade e complexidade em suas criações. Na carta de coquetéis da Revo Manufactory, você encontra uma dúzia de opções, preparadas por Angélica Garcia, Mayra Melo e Guilherme Chepkassoff. O mais elogiado é o Calmar: cordial de maracujá com camomila, limão e aquafaba, decorado com limão desidratado. No Anzol Bar e Restaurante, entre outras criações de Stefano Campos e Augusto Magagna, o destaque é o Sal e Sol, com tangerina, manjericão, limão-taiti, água com gás e solução salina, finalizado com uma fatia de tangerina. Trazendo aquela lembrança nostálgica da infância, a Raspadinha de Praia com suco de limão-taiti, açúcar e muito gelo raspado na hora é servida no quiosque Rabbit Caipirinha na Praia. Na Urbana Coquetelaria, Rafael Souza apresenta o Sereno, com xarope de baunilha, limão-siciliano e soda artesanal de capim-limão, finalizado com uma folha da mesma planta. No Guarujá, no barco-bar do Restaurante Tahiti, a pedida é o refrescante Fresh, com grenadine, sucos de abacaxi e de laranja e refrigerante de limão. Em Praia Grande, no Boteco 013, o coquetel Flórida leva limão, gengibre, xarope de açúcar, carbonatados na hora e finalizados com espuma da casa – sucesso entre adultos e crianças. O Arapuka Gastrobar tem como destaque o Cotton Candy Pink Lemonade, feito com algodão-doce, suco de limão e xarope de rosas, finalizado com algodão-doce na borda da taça. No Okumura, há opções inusitadas, como uma soda artesanal feita de arroz, mas o campeão de vendas é a soda de Sunomono, com xarope feito à base de açúcar, limão, pepino, wasabi, shiso e gergelim, carbonatada na hora com o sistema Preshh. Serviço: Bar e Restaurante Anzol (Rua Pindorama 43, Santos). Revo Manufactory (Av. Dr. Epitácio Pessoa 737, Santos). Rabbit Caipirinha na Praia (Orla da Praia no canal 2 - Santos). Urbana Coquetelaria (Rua Frei Gaspar 12 - Sala 12 - Centro Histórico de Santos). Tahiti Restaurante (Av. Mal. Deodoro da Fonseca 367, Guarujá). Boteco 013 Praia Grande (Av. Marechal Mallet, 1.387). Arapuka Gastrobar (Rua Azevedo Sodré 97, Santos). Okumura Restaurante (Av. Rei Alberto I 167, Santos).