Essa semana, a Illy promoveu no Museu do Café, em Santos, o curso Cafés do Mundo, voltado a jornalistas e formadores de opinião, a maioria vinda de São Paulo. A aula, ministrada no Centro de Preparação de Café (CPC), revelou curiosidades sobre a trajetória da marca italiana fundada em 1933 por Francesco Illy, responsável por invenções que mudaram a forma como o mundo bebe café. Foi ele quem criou a Illeta, precursora das máquinas de espresso, e desenvolveu um sistema inovador de embalagem com pressurização, que mantém o frescor do grão e possibilitou as primeiras exportações para países como Suécia e Holanda, ainda na década de 1940. A técnica segue até hoje como padrão para preservar e realçar o aroma. Atualmente, na linha Arabica Selection, a marca trabalha com blends de grãos que vêm do Brasil, Guatemala, Índia, Costa Rica, Colômbia, Etiópia e Nicarágua. “Eles não são fixos, dependem da qualidade do café naquele momento, porque só são utilizados quando estão dentro do padrão exigido”, explicou José Cordeiro, instrutor da Universitá del Café da Illy, que ministrou o curso. Ele ressaltou que cada blend traz aromas e intensidades próprias. Me identifiquei especialmente com o da Colômbia, frutado e de potência média, e com o do Brasil, mais encorpado e marcante. Outra curiosidade compartilhada foi que a Illy desenvolveu o primeiro sistema de dose única do mercado em 1974: sachês com café moído e prensado, que permitiam um espresso perfeito — tecnologia pioneira para a época. A Illy também apoia cursos e eventos no Museu para fomentar a cultura do café, destacou a gestora do CPC, Fernanda Marquéria, que lembrou da valorização recente da profissão de barista com as competições de latte art, por exemplo. “Temos vários cursos de formação. Estamos sempre capacitando profissionais e incentivando essa valorização”. Além da história, tive uma aula prática de preparo de café no filtro de papel, valorizando cada detalhe do ritual. Barista Matheus Camargo me ensinou a preparar um coado bem feito (Arquivo Pessoal) Passo a passo Coloque o filtro no suporte e escalde-o com água quente, para eliminar resíduos e odores do papel. Acrescente o pó: calcule uma colher cheia (7 a 8 g) para cada duas xícaras de água (100 a 150 ml cada). Ajuste conforme seu paladar. Coloque a quantidade exata de água na cafeteira e aguarde a infusão. Para manter o café quente e aromático, transfira para uma garrafa térmica. Dica extra: se tiver café em grãos, moa na hora com moedor manual, em gramatura média — é quando você não sente mais resistência ao girar a manivela.