(Divulgação) Em 16 de outubro, o mundo celebra o Dia Mundial do Pão, uma data criada pela Federação Internacional dos Padeiros (UIB) para homenagear um dos alimentos mais antigos e simbólicos da humanidade. Presente em praticamente todas as culturas, o pão vai muito além da simples mistura de farinha, água e fermento — ele é símbolo de partilha, sustento e identidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mas nem todo pão é igual. Em diferentes países, ele assume formas, cores e sabores que podem surpreender até os paladares mais aventureiros. Do pão preto feito com malte e centeio na Rússia ao pão verde de bambu no Japão, o mundo está cheio de receitas que contam histórias fascinantes. 1. Borracha preta e sabor intenso: o pão de centeio russo (Borodinsky Bread) (Divulgação) Na Rússia, o pão é tão essencial quanto o chá quente. Um dos mais tradicionais é o Borodinsky, conhecido pela cor escura e aroma marcante. Feito com farinha de centeio, malte e coentro, ele tem sabor levemente amargo e textura densa. O nome vem da Batalha de Borodino, travada contra Napoleão em 1812 — e o pão teria sido criado em homenagem aos soldados russos. Hoje, é consumido com manteiga, sopas e peixes defumados. Para muitos russos, o Borodinsky é mais que alimento: é um pedaço da história do país. 2. Croissant colorido: a versão arco-íris de Cingapura (Divulgação) O clássico croissant francês ganhou uma versão ousada em Cingapura. Feito com camadas coloridas de massa folhada, o rainbow croissant viralizou nas redes sociais pela aparência psicodélica e sabor amanteigado. Apesar das cores vibrantes, os corantes usados são naturais — muitos feitos com espirulina, beterraba e cúrcuma. Além do apelo visual, o pão simboliza uma tendência mundial: unir tradição e criatividade para conquistar os olhos e o paladar. 3. Melon Pan: o pão japonês que parece um melão (mas não tem melão!) (Divulgação) O Japão é mestre em transformar o cotidiano em arte — e o pão não escapa disso. O Melon Pan é um dos produtos mais populares das padarias japonesas: um pão doce, redondo, coberto por uma crosta crocante em formato de grade que lembra a casca de um melão. Apesar do nome, não leva melão na receita. O sabor é suave e amanteigado, e algumas versões incluem recheios de chocolate, creme ou chá verde. O pão é tão querido no Japão que ganhou versões em anime e até personagens inspirados nele. 4. Pretzel: o pão com nós e história centenária (Divulgação) Ícone da Alemanha e símbolo de sorte, o pretzel tem formato de laço e crosta dourada e salgada. Sua origem remonta à Idade Média: monges teriam criado o formato para representar braços cruzados em oração. Com o tempo, o pão se espalhou pela Europa e pela América, ganhando versões doces, recheadas e até banhadas em chocolate. Em cidades como Munique, ele é presença obrigatória nas celebrações da Oktoberfest, sempre acompanhado de cerveja. 5. Bagel de arco-íris, de Nova York para o mundo (Divulgação) Outra estrela colorida das padarias modernas é o rainbow bagel, criado em Nova York. O pão redondo e denso, tradicional da comunidade judaica, ganhou uma releitura divertida com cores vibrantes e recheios doces — como cream cheese com confeitos. Além da estética, o bagel colorido representa a união de culturas em uma cidade conhecida por acolher o mundo inteiro. 6. Pão naan: o queridinho indiano feito no forno de barro (Divulgação) Na Índia, o pão acompanha quase todas as refeições. O mais famoso é o naan, assado no tradicional forno de barro chamado tandoor. Feito com farinha de trigo, iogurte e fermento natural, ele ganha sabor defumado e textura macia por dentro e crocante por fora. Existem versões com alho, queijo ou manteiga e ele é o parceiro perfeito de curries apimentados. O naan simboliza o espírito coletivo das refeições indianas: comer é compartilhar. 7. Pão preto da Islândia: assado dentro da terra quente de vulcões (Divulgação) Entre os pães mais exóticos do mundo está o rúgbrauð, da Islândia. Ele é feito com farinha de centeio e assado usando o calor geotérmico do solo — em buracos próximos a fontes termais! O resultado é um pão escuro, adocicado e úmido, servido com manteiga, peixe ou queijo. É uma verdadeira experiência cultural: uma receita que usa a força da natureza como forno. 8. Pão de queijo mineiro: o brasileiro que conquistou o mundo (Divulgação) Não dá para falar de pães curiosos sem mencionar o nosso orgulho nacional: o pão de queijo de Minas Gerais. Feito com polvilho, queijo e ovos, ele conquistou o paladar internacional e hoje está presente em cafeterias de Nova York, Lisboa e Tóquio. Sua textura elástica e sabor marcante fazem dele um dos pães mais amados do planeta — simples, mas irresistível. 9. Pão de mel grego (Melomakarona): tradição e doçura (Divulgação) Na Grécia, o pão ganha forma de sobremesa nas festas de fim de ano. O melomakarona é um biscoito-pão feito com azeite, mel, noz e canela. Além do sabor, ele carrega significado espiritual: o mel representa prosperidade e o azeite, pureza. É comum presentear familiares com o pão doce como símbolo de sorte e união. 10. Pão filipino roxo (Ube Bread): a estrela das redes sociais (Divulgação) Feito com inhame-roxo (ube), esse pão filipino tem cor lilás vibrante e sabor levemente adocicado. O Ube Bread viralizou no Instagram e no TikTok por sua aparência encantadora e sabor exótico — mistura de baunilha e noz. Hoje, é servido em versões com recheios de creme, brigadeiro e até cheesecake. O pão como expressão cultural Mais do que alimento, o pão é memória, fé e identidade. Em cada cultura, ele assume um papel simbólico é o primeiro a chegar à mesa e o último a faltar em tempos difíceis. Neste Dia Mundial do Pão, a celebração é também uma forma de reconhecer o valor das tradições locais e da criatividade que mantém viva a arte de fazer pão.