O simples bem feito é difícil de encontrar. E, quando aparece, vira sucesso. Foi assim com a banoffee. Torta com massa de biscoito, doce de leite, banana e chantili, criada na Inglaterra nos anos 1970 pelo chef Ian Dowding, a receita atravessou décadas e continentes até transformar a vida da santista Evelyn Prestes, de 29 anos. O que nasceu como uma sobremesa feita em casa virou a La Banoffeeria, negócio que hoje vende mais de 5 mil fatias por mês. Evelyn trabalhava com comércio exterior quando, em 2019, decidiu apostar em uma memória afetiva: a tradicional torta de banana servida no Lanches Sevilha, onde costumava ir com o pai. Ao lado de uma amiga, investiu apenas R\$ 300 em uma dark kitchen (cozinha sem atendimento ao público) em casa para vender a banoffee. A primeira receita foi validada em um evento e o sucesso no delivery não demorou a chegar. Em 2022, nasceu a primeira loja física, no Gonzaga. No ano seguinte, veio a expansão para a Praia Grande, com uma unidade na Avenida Presidente Costa e Silva. Hoje, Evelyn administra o negócio com o marido, Pedro Montez, de 31 anos, e juntos lideram uma equipe de 14 pessoas. O cardápio é enxuto e direto: cinco versões de banoffee (Murillo Muka/Divulgação) O cardápio é enxuto e direto: cinco versões de banoffee, vendidas em fatias (a partir de R\$ 17,90) ou inteiras (de R\$ 42,90 a R\$ 179,90). As campeãs de vendas são a tradicional e a morangoffee (minha preferida), feita com morangos frescos. Em datas especiais, novas combinações ganham destaque, como a versão com cobertura de paçoca para as festas juninas. Se antes era apenas uma torta de cozinha doméstica, hoje é uma marca em plena expansão, com planos de chegar a shoppings e até se tornar franquia. “É a prova de que o simples, quando bem feito, tem força para mudar uma vida inteira”, resume Evelyn.