O restaurante passou por uma reforma que o deixou modernizado, mas sem perder o ar familiar (Alexsander Ferraz/AT) Churrascaria à moda antiga, do jeitinho que a gente gosta: espetos na brasa, enormes e suculentos, saladas servidas em cumbucas gigantes, molho de cebola bem temperado e garçons experientes. A fórmula certeira impressa pelo tradicional Costelão segue constante há 39 anos. A diferença, agora, é que o cenário está repaginado. O restaurante passou por uma reforma que o deixou modernizado, mas sem perder o ar familiar. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! As colunas e paredes deram lugar a um salão amplo, com pé direito alto e iluminação confortável. As mesas também ganharam mais espaço entre elas. Com paredes revestidas com madeira ripada, a decoração ficou mais refinada, sem perder aquela essência de churrascaria. No cardápio, nada mudou. Os espetos que fazem sucesso continuam a sair da churrasqueira a carvão, marca registrada da casa. Sócios Galeno e Joaquim, agora com Thiago: visão da nova geração (Alexsander Ferraz/AT) Os amigos e sócios Galeno Francisco da Silva e Joaquim Manuel Serafim Lopes, juntos no comando desde a abertura, há quase quatro décadas, agora têm o reforço do enteado de Joaquim, Thiago de Souza França, mais jovem e com o olhar de quem sabe que o tradicional pode ser renovado na medida certa. Experiência Galeno conta que antes do Costelão, ele trabalhou em várias churrascarias que marcaram época, como a Boiadeiro e a Chaparral, em São Vicente. Vindo de Minas Gerais, começou na limpeza, passou para churrasqueiro e, depois, garçom. “Aprendi tudo o que pude e depois trouxe os bons exemplos de lá para abrir aqui e deu certo.” O mais pedido do cardápio, ele revela, é o espetão misto especial, com mignon, filé suíno e linguiça (R\$ 245 o médio e R\$ 295 o grande). Pode-se escolher o ponto da carne entre cinco opções, o que agrada os clientes. “Tem família que vem aqui desde que abriu e agora está na terceira geração. Todos conhecem a gente, porque restaurante é como porco: só engorda com o olho do dono”, fala Galeno, no melhor ‘mineirês’. Como uma boa casa santista, oferece o espeto de meca, além das carnes (R\$ 215 o médio, R\$ 285 o grande). Há opções de espetos executivos, menores, com preços que começam em R\$ 63 (de lombo) até a picanha argentina (R\$ 139). O pódio dos mais pedidos tem ainda o contrafilé argentino, o chorizo, servido com os mesmos acompanhamentos (fritas, farofa e arroz; R\$ 240 o médio e R\$ 320 o grande). Para quem quiser petiscar, as pedidas são a linguiça aperitivo (R\$ 55 a média e R\$ 80 a grande), a costelinha de porco (R\$ 99) ou o queijo bolinha na brasa (R\$ 60). Uma das marcas do Costelão é a salada. Tem quem vá a primeira vez e estranhe, afinal tudo vem praticamente inteiro (Alexsander Ferraz/AT) Salada famosa Uma das marcas do Costelão é a salada. Tem quem vá a primeira vez e estranhe, afinal tudo vem praticamente inteiro. Uma grande tigela traz agrião e alface com cenouras e pepinos cortados pela metade, além de tomates e rabanetes inteiros. “Isso eu trouxe da churrascaria Boiadeiro. É um truque para o cliente não ficar inquieto ao esperar pelo espeto, que é assado no carvão na hora e leva cerca de 20 minutos. Então, é um ritual cortar os legumes e as folhas e comer tudo com o molho de cebola e pãozinho. O cliente nem vê o tempo passar”, revela Galeno Francisco. Serviço: O Costelão de Santos (Av. Sen. Pinheiro Machado, 129, Vila Mathias, Santos). Abre de segunda a sábado, das 11h30 até meia-noite. Domingo, das 11h30 às 19h.