Cremoso, intenso, com o perfume marcante do dendê e do leite de coco, ele depende de uma base bem construída e de um detalhe decisivo (Alexsander Ferraz/AT) Há receitas que podem ser elevadas à máxima potência se soubermos a técnica certa para cada etapa. O bobó de camarão está nesse lugar. Cremoso, intenso, com o perfume marcante do dendê e do leite de coco, ele depende de uma base bem construída e de um detalhe decisivo: o ponto do camarão, que define o sucesso (ou o fracasso) do prato. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O sabor também vem de conhecimento de chef. E Maisa Campos ensina dicas até certo ponto simples, mas que fazem muita diferença no resultado final para o bobó e outros preparos reconfortantes e que são perfeitos para o outono. Dicas “Gosto de cozinhar a mandioca dentro do caldo de camarão. Acho que isso confere muito mais sabor à base”, ensina Maisa, que domina o preparo com maestria. Ela chama atenção para um erro comum: bater a mandioca no liquidificador. “Ela desenvolve uma liga indesejada. Esses equipamentos trabalham demais o amido e ela fica grudenta. Para amassar, use espremedor ou peneira”, orienta. O cuidado final é com o protagonista do prato: os camarões entram apenas nos minutos finais, o suficiente para cozinhar sem perder a suculência. Se cozinhar demais, fica duro. Origem De origem afro-brasileira, o bobó tem raízes na culinária do Benin, na África Ocidental, e ganhou identidade própria na Bahia ao incorporar a mandioca usada pelos indígenas e o leite de coco ao preparo ancestral do ipetê. É essa mistura de técnica, tradição e ancestralidade que transforma o prato em um clássico brasileiro que a gente tem que saber fazer. Serviço: Casa 147 (Rua Tocantins, 147, Gonzaga, Santos). Abre segunda, das 10 às 14h; Terça a sexta, das 10h às 20h; e sábado, das 10 às 17h. (Reprodução)