A banoffee é fotogênica e fácil de fazer. Isso explica por que se tornou tão popular (Isabeli Kirihara / Arquivo pessoal) Doce, cremosa e com um toque de crocância: a banoffee pie, ou simplesmente banoffee, deixou de ser um segredo britânico para se tornar uma das sobremesas mais amadas do Brasil. Feita à base de banana, doce de leite e chantilly, ela conquistou espaço nas vitrines das confeitarias, nas redes sociais e até nas mesas de almoço de domingo. Mas qual é o segredo da banoffee perfeita, aquela que tem o equilíbrio certo entre o doce e o crocante? A origem da banoffee: um erro que deu certo A banoffee nasceu na Inglaterra, em 1971, criada por um chef que misturou banana e toffee (calda de caramelo feita com leite condensado e açúcar). O resultado foi tão surpreendente que o doce ganhou o mundo e, anos depois, desembarcou no Brasil, onde o sabor tropical da banana encontrou terreno fértil. A banana quebra o excesso de doçura do caramelo e o chantilly traz leveza. O segredo está no contraste. Crosta crocante: o primeiro passo para o sucesso A base é o alicerce da torta e também o ponto que mais diferencia uma boa banoffee de uma comum. “A crosta precisa ficar firme, mas não dura. O ideal é usar biscoito maisena triturado com manteiga derretida, até formar uma farofa úmida que grude ao apertar. Após forrar a forma com essa mistura, o truque é assar por 10 minutos a 180 °C. Isso evita que a base fique mole quando o recheio for colocado. Para quem busca uma versão mais saudável, é possível substituir o biscoito por aveia triturada ou bolacha integral. Recheio cremoso e sem exageros O coração da banoffee é o doce de leite, mas a consistência precisa ser exata: cremosa, não líquida. O ponto ideal é aquele que mantém o formato quando espalhado com a espátula. Para os fãs de um sabor mais artesanal, há quem prepare o recheio cozinhando leite condensado na panela de pressão por 40 minutos , uma técnica que rende um caramelo mais denso e escuro. Bananas firmes, não maduras demais As bananas são as protagonistas e devem ser maduras, mas firmes. As muito passadas liberam líquido e podem amolecer a base. A dica é cortar em rodelas finas e dispor em camadas sobre o doce de leite, cobrindo toda a superfície. Chantilly leve: o toque final O topo da banoffee é um dos maiores atrativos visuais da sobremesa. E o segredo, segundo os confeiteiros, é bater o chantilly bem gelado até atingir o ponto de picos firmes, sem passar do ponto. Um truque é acrescentar uma colher de açúcar de confeiteiro e um toque de essência de baunilha. Isso realça o sabor e dá mais estabilidade. Para um toque de sofisticação, polvilhe cacau em pó, raspas de chocolate ou canela antes de servir. Montagem e conservação Depois de montar, leve à geladeira por pelo menos 3 horas. Isso faz com que as camadas se firmem e os sabores se integrem. É importante não congelar a banoffee, porque o chantilly perde textura. Ela deve ser servida bem gelada, mas fresca.f. A sobremesa dura até três dias na geladeira, coberta com filme plástico.