Diagnóstico de autismo costuma ocorrer na infância, aos dois ou três anos de idade (Imagem Ilustrativa/Unsplash) O Transtorno do Espectro Autista (TEA) consiste em um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento da pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, foram realizados 9,6 milhões de atendimentos em ambulatórios a pessoas com autismo, sendo 4,1 milhões ao público infantil, com até 9 anos de idade. Os dados são do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O TEA impacta na capacidade de comunicação, comportamento, linguagem e interação social. Ainda assim, o diagnóstico precoce do transtorno permite que haja o desenvolvimento de estímulos que ajudam na qualidade de vida e no desenvolvimento da criança. O Sistema Único de Saúde (SUS) possui uma rede de apoio e assistência para pessoas com o transtorno. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico de autismo costuma ocorrer aos dois ou três anos de idade, em média. Os sinais mais comuns do transtorno envolvem atraso anormal na fala, dificuldades de socialização, não conseguir interpretar gestos e expressões faciais, não responder quando for chamado, entre outros. Nesta quarta-feira (2), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Pensando nisso, A Tribuna trouxe uma lista com cinco dicas para ajudar no tratamento do transtorno. Confira: Intervenção precoce: Quanto mais cedo começar o tratamento, melhores as chances de progresso. Programas de intervenção precoce, como terapias comportamentais (por exemplo, ABA - Análise Comportamental Aplicada), podem ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação e autocontrole. Terapia ocupacional: Muitos indivíduos com TEA podem ter dificuldades com atividades diárias. A terapia ocupacional ajuda a melhorar a coordenação motora, habilidades de vida diária (como vestir-se, comer sozinho) e a regulação sensorial, que é uma característica comum no TEA. Terapias de comunicação: Crianças com TEA podem ter dificuldades de comunicação verbal e não verbal. A terapia fonoaudiológica pode ser essencial para desenvolver habilidades de linguagem, além de alternativas de comunicação como o uso de imagens ou sistemas de comunicação aumentativa. Estrutura e rotina: Ter uma rotina estruturada pode ajudar bastante, pois muitos indivíduos com TEA se sentem mais seguros e confortáveis quando sabem o que esperar. Isso pode incluir horários fixos para refeições, atividades e descanso, além de um ambiente previsível e organizado. Treinamento de habilidades sociais: Trabalhar com as habilidades sociais pode ser muito importante. Atividades que ensinem a interação com outras pessoas, como jogos de grupo ou terapias específicas, ajudam a promover o entendimento de normas sociais e a desenvolver amizades.