Feijoada light (Vanessa Rodrigues) A feijoada é um dos pratos mais emblemáticos da culinária brasileira, símbolo cultural que reúne história, sabores intensos e, agora, também a atenção da ciência nutricional. Muito além de um clássico de quarta-feira e sábado, o prato pode fazer parte de uma alimentação equilibrada se consumido com moderação e preparado com escolhas inteligentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um prato completo (e nutritivo) Nutricionistas consultados por pesquisas recentes apontam que a feijoada é uma refeição completa, porque combina macronutrientes essenciais: Proteínas, principalmente do feijão e das carnes. Fibras, que favorecem o funcionamento intestinal, vindas do feijão e da couve. Carboidratos, presentes no arroz e na farofa, que fornecem energia para o organismo. Olhar Alerta Segundo especialistas em Ciência dos Alimentos, a combinação desses ingredientes não apenas contribui com nutrientes isoladamente, mas pode aumentar a atividade antioxidante do prato como um todo — um ponto positivo para a saúde quando bem equilibrado. Olhar Alerta Os cuidados que a ciência recomenda Apesar de seus pontos fortes, a feijoada tradicional costuma ser rica em sódio e gordura saturada, especialmente por conta das carnes salgadas e embutidos que fazem parte da receita clássica. Consumida em excesso, essa combinação pode elevar a pressão arterial, contribuir para o aumento de peso ou afetar negativamente o perfil lipídico no sangue. Olhar Alerta Nutricionistas também destacam que nenhum alimento, por melhor que seja, é completo por si só. A chave está no equilíbrio da dieta ao longo da semana e na variação das fontes alimentares. Benefícios além das calorias Quando consumida de forma consciente, a feijoada pode trazer efeitos positivos para o organismo: Estabilidade da glicemia: o feijão preto tem baixo índice glicêmico e ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue mais estáveis após a refeição. Antioxidantes: compostos como fenólicos e flavonoides, presentes no feijão e na couve, ajudam a proteger as células contra inflamação. Saciedade prolongada: fibras e proteínas contribuem para sensação de plenitude, auxiliando no controle do apetite. Saúde da microbiota: fibras fermentáveis vindas do feijão podem favorecer o equilíbrio da flora intestinal. Olhar Alerta Como tornar a feijoada mais saudável Especialistas sugerem algumas estratégias simples para manter o sabor sem comprometer a saúde: Escolha carnes mais magras e dessalgue bem as peças para reduzir o teor de sódio. Deixe o feijão de molho por 8 a 12 horas antes de cozinhar — isso melhora a digestão e reduz gases indesejados. DOL - Diário Online Use temperos naturais como alho, cebola, louro e cheiro-verde para realçar o sabor sem exagerar no sal. Cozinhe o feijão separadamente das carnes ou retire o excesso de gordura que sobe à superfície da panela. Aumente a proporção de feijão e couve no prato, equilibrando-os com arroz, farofa e laranja. Olhar Alerta Versões mais leves da feijoada — com carnes magras, menos gordura e acompanhamentos nutritivos — podem reduzir significativamente as calorias sem perder o sabor característico do prato. Folha Vitória Quem deve ter atenção redobrada? Apesar de, em geral, poder fazer parte de uma dieta equilibrada, alguns grupos podem precisar de cuidados: Pessoas com hipertensão ou pressão arterial elevada — devido ao sódio. Pessoas com colesterol alto — por conta da gordura saturada presente em alguns cortes. Pessoas com diabetes ou controle de peso rigoroso — pela densidade calórica do prato tradicional.