Uma pessoa é classificada como obesa quando apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m² (Reprodução) O sobrepeso e a obesidade estão associados a sérios riscos à saúde, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, esses problemas podem ser prevenidos com ajustes simples na rotina, possíveis até mesmo para quem leva uma vida acelerada. No Brasil, uma em cada três pessoas vive com obesidade e quase metade da população não pratica atividade física na frequência ideal, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma pessoa é classificada como obesa quando apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m². O peso considerado normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m². Já os indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 kg/m² são enquadrados na faixa de sobrepeso e podem sofrer prejuízos à saúde em razão do excesso de gordura, segundo informações da Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde. Atividade física Um estudo divulgado na revista International Archives of Occupational and Environmental Health apontou que pequenas sessões diárias de atividade física foram suficientes para melhorar importantes indicadores de saúde em apenas seis semanas. Os voluntários apresentaram redução da gordura corporal (-3,5% a -5,5%), da pressão arterial (-3,5% a -5,5%) e da frequência cardíaca em testes submáximos (-14%). Também houve ganhos na força muscular (10% a 20%), na sensação de vitalidade (41,3%) e na satisfação com a vida (21,5%). “Esta pesquisa foi conduzida com profissionais da saúde, mas podemos extrapolar seus resultados para toda a população. Eles mostram que mudanças pequenas e consistentes geram efeitos profundos. Exercícios simples, feitos diariamente, ajudam a controlar fatores de risco como pressão alta, obesidade e sedentarismo, todos associados às doenças cardiovasculares”, ressalta a cardiologista do Hcor, Dra. Cristina Milagre. Para alcançar esses resultados, o grupo utilizou apenas uma cadeira para realizar exercícios combinados, incluindo alongamentos, atividades de força, equilíbrio e dança aeróbica, cinco vezes por semana, de 30 a 40 minutos por dia, divididos em duas sessões de 15 a 20 minutos cada. No mundo, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 17,9 milhões de mortes anuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, aproximadamente um terço dos óbitos está relacionado a problemas cardíacos e circulatórios. “Começar essa jornada e dar o primeiro passo é importante porque se em poucas semanas já vemos esse impacto positivo, imagine o efeito ao longo de meses ou anos. Estamos falando de evitar infartos, AVCs e insuficiência cardíaca — doenças que ainda matam mais de 400 mil brasileiros por ano”. A prevenção é o melhor caminho, mas também é essencial identificar os sinais de alterações no sistema cardiovascular para procurar atendimento de forma rápida. Entre os sintomas mais importantes estão: Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braço, costas ou mandíbula; Falta de ar repentina; Cansaço excessivo ou sem explicação; Palpitações ou batimentos irregulares; Inchaço em pernas e tornozelos; Desmaios ou tonturas frequentes.