Começou nesta sexta (9) e vai até dia 18 a sexta edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, realizado pelo Sesc São Paulo e que retomou as apresentações presenciais. [[legacy_image_206153]] Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na abertura, foi apresentada a montagem portuguesa Viagem a Portugal, Última Paragem ou O Que Nós Andámos para Aqui Chegar, que aborda memórias, heranças e consequências do regime salazarista e da Revolução dos Cravos, que pôs fim a quatro décadas dessa ditadura. Em dez dias de atividades, estão programados 36 espetáculos de múltiplas linguagens em teatro, dança, performance e teatro de rua para todas as idades. Participam dessa edição representantes da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, com artistas de Sergipe, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Há, ainda, atividades formativas, uma instalação interativa no Sesc Santos e um encontro que reúne programadores e diretores de festivais cênicos internacionais e nacionais. Neste sábado (10), a programação reserva às 10h feira de livros no Sesc; peça teatral, na Praça Mauá, às 12h; apresentação infantil, às 17h, no Sesc e várias outras atrações nos teatros Guarany e Rosinha Mastrângelo. Neste domingo (11), além desses locais, ainda haverá programação na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico (veja detalhes abaixo). A sexta edição do evento acontece no mês do bicentenário da Independência do Brasil. Isso é refletido em parte dos espetáculos vindos da América Latina, de Portugal e da Espanha, que abordam criticamente os sintomas da colonização e dos processos migratórios. Com nove peças escaladas na programação, Portugal é o país homenageado. As obras lusitanas refletem a diversidade cênica de lá. São montagens críticas às identidades históricas forjadas na esteira do colonialismo. [[legacy_image_206154]] Diversidade presenteDa América do Sul, o grupo equatoriano La Trinchera expõe em Quimera o conflito fictício e microscópico, criado pelo diretor Nixon García Sabando, entre dois soldados fronteiriços ao perceberem que a demarcação da faixa limítrofe daquelas terras simplesmente desapareceu. Da Argentina, Erase, do diretor Gustavo Tarrío, trata da ditadura civil-militar de seu país a partir de uma passagem inusitada e com certa dose de humor. O Grupo Cultural Yuyachkani, do Peru, que completou 50 anos em 2021, traz Discurso de Promoción, uma reflexão das heranças ligadas a estruturas sociais e coloniais. Bioma de maior biodiversidade do mundo, a Amazônia é mote de dois espetáculos: Teatro Amazonas, idealizado pela coreógrafa espanhola Laida Azkona Goñi e o videoartista chileno Txalo Toloza-Fernández, que faz um inventário das violências no Norte do País a partir de viagens aos estados do Amazonas e do Pará; e La Luna en el Amazonas, dirigido pelos irmãos Heidi Abderhalden e Rolf Abderhalden, do grupo Mapa Teatro, de Bogotá. Vila Parisi, do Coletivo 302, de Cubatão, com direção de Douglas Lima e orientação de Eliana Monteiro, do Teatro da Vertigem, parte da memória e dos relatos de quem vivia no bairro operário da Baixada Santista nos anos 1980 (considerado o mais poluído do mundo na época) para colocar em cena reflexões sobre aspectos ambientais e sociais na atualidade. Outros olharesEm Hamlet, artistas adolescentes e adultos com Síndrome de Down apropriam-se da tragédia de Shakespeare com irreverência crítica e pegada pop, na criação do Teatro La Plaza, companhia do Peru. Na versão da diretora e dramaturga Chela de Ferrari, o protagonista é o coletivo de oito atuantes. Língua Brasileira, do coletivo Ultralíricos, com trilha musical de Tom Zé, sob direção de Felipe Hirsch, está na programação do último dia da mostra. A montagem traça a epopeia dos povos que formaram o português falado no País, passando pelas remotas origens ibéricas, por romanos, bárbaros e árabes, pela África e a América nativa. Para o público infantilNo solo da companhia portuguesa Formiga Atômica, o ator Miguel Fragata apresenta para o público infantil A Caminhada dos Elefantes, que narra uma história sobre a finitude inscrita no livro da vida de cada ser humano. O espaço do picadeiro, território da diversidade por excelência, surge reconfigurado no espetáculo espanhol I Les Idees Volen (...E as Ideias Voam), do coletivo Animal Religion. Na peça, a arena é habitada principalmente por Quim Girón, que usa recursos não verbais para interagir com a plateia mirim. Serviço: Mais informações e programação completa no site. Nas redes sociais confira tudo pela hashtag #FestivalMirada. IngressosVenda de ingressos na bilheteria das unidades do Sesc São Paulo e on-line pelo portal do Sesc SP, pelo app Credencial Sesc SP e pela Central de Relacionamento. Digital. Preços para Espetáculos Adultos: R\$ 10 (credencial plena); R\$ 15 (pessoas com mais de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R\$ 30 (inteira). para os espetáculos (inteira). para os espetáculos infantis: R\$ 7,50 (credencial plena); R\$ 12,50 (pessoas com mais de 60 anos, estudantes e professores 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R\$ 25 (inteira). crianças até 12 anos não pagam. Endereço: Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, Santos).