[[legacy_image_261163]] Pivô de uma briga com Rogério Ceni que quase custou o cargo do treinador, o atacante Marcos Paulo ajudou a dar paz ao chefe. Saiu de seus pés o gol que abriu o caminho para a sofrida vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o frágil Puerto Cabello nesta terça-feira, no Morumbi, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No Morumbi debaixo de chuva, o time do - um pouco mais aliviado - Rogério Ceni fez uma sonolenta apresentação diante de seu torcedor. Teve muitas dificuldades contra a equipe venezuelana, com claras limitações técnicas, que fez seu primeiro jogo fora de seu país na história, e só resolveu a partida nos instantes finais, com dois gols depois dos 40 minutos de Marcos Paulo e Michel Araújo. Embora esteja ainda pressionado por atuações e resultados ruins, o São Paulo tem situação favorável na Sul-Americana. Lidera o Grupo D com seis pontos e 100% de aproveitamento. Sem pontuar, o Puerto Cabello é o lanterna da chave. Apático, sonolento e incapaz de se impor contra um rival frágil tecnicamente, mas mais organizado, o São Paulo fez um péssimo primeiro tempo. Escalado com muitos reservas, não conseguiu sequer fazer o goleiro Romero trabalhar nos primeiros 45 minutos O líder do Campeonato Venezuelano não se limitou a se defender e até ofereceu dificuldades ao São Paulo no Morumbi. Subiu a marcação e tentou atacar pelo lado esquerdo. Só não balançou as redes porque esbarrou em suas evidentes debilidades. Já os mandantes deixaram o campo vaiados, como se esperava, pelos 16 mil são-paulinos que pagaram ingresso para ver, debaixo de uma tempestade, uma das piores partidas da equipe no ano. No segundo tempo, a presença de Calleri, lançado por Ceni na vaga do jovem Juan, fez o São Paulo melhorar sua limitada produção ofensiva. Mesmo sozinho na área, o argentino ofereceu perigo à defesa dos venezuelanos. Brigou, lutou pelo alto e levou perigo de cabeça. A equipe melhorou, acertou o travessão com Beraldo até que o panorama mudou no fim. Inquieto, mas perdido, Ceni fez modificações estranhas. Trocou um atacante - Luciano - por um jovem lateral (Patryck) e viu o ambiente de tensão aumentar. Com a consciência de que sua segunda passagem pelo clube do qual foi ídolo como jogador pode estar acabando, ouviu novas vaias vindas das arquibancadas e resolveu lançar mão de Marcos Paulo, que quase fez Ceni perder o cargo há menos de um mês depois de discutir com o treinador em um treino e ganhar o apoio dos companheiros. Quis o destino que Marcos Paulo, ironicamente, desse alguma paz a Ceni. Foi do atacante o gol que tirou o sufoco do são-paulino e abriu o caminho para a suada vitória em casa. Aos 40, ele marcou após pivô de Calleri. Dois minutos depois, Michel Araújo fez o segundo de perna esquerda e definiu o placar.