Partida de ida ficou no empate sem gols (Vitor Silva/BFR) O São Paulo contou com uma enorme dose de sorte para segurar o 0 a 0 com o Botafogo ontem, no Engenhão, no jogo de ida das quartas de final da Libertadores. Pressionado, o time paulista viu os anfitriões perderem muitas chances, sobretudo no primeiro tempo. O jogo de volta será disputado na próxima quarta-feira no MorumBis. Antes disso, pelo Brasileiro, o São Paulo recebe o Internacional no domingo. Um dia antes, o Botafogo enfrenta o Fluminense. O jogo O primeiro tempo foi um massacre absoluto do Botafogo. Foram tantas as chances criadas pelos cariocas que o empate se traduziu em um verdadeiro milagre para o São Paulo. Com três zagueiros, a equipe são-paulina se defendeu mal e foi salva duas vezes pelo travessão. A primeira em chute de Savarino, a segunda em cabeçada de Luiz Henrique. Quando teve a bola, o São Paulo se limitou a dar chutões para Calleri, isolado, brigar com os zagueiros. Lucas, que deveria puxar os contra-ataques, foi o pior em campo. No segundo tempo, o Botafogo seguiu criando chances. Para tentar mudar a situação, o técnico Luis Zubeldía desmanchou o esquema com três zagueiros. Ele tirou Rafinha e colocou Wellington Rato. Alan Franco passou a fazer a lateral direita. O São Paulo melhorou. Se não conseguiu atacar com perigo, pelo menos viu a pressão diminuir. Sem o controle absoluto da partida, foi a vez de o Botafogo partir para as mudanças. Artur Jorge tirou Luiz Henrique e Alex Telles para as entradas de Tiquinho e Marçal. Com mais alterações e novas formações em campo, o São Paulo perdeu sua melhor oportunidade. Michel Araújo cruzou na medida para Calleri. Livre, o argentino mandou para fora. Ao final, o 0 a 0 teve sabor de vitória para o São Paulo.