[[legacy_image_20515]] Artilheiro do Santos na temporada de 1998, quando ajudou o Peixe a chegar às semifinais do Campeonato Brasileiro, o atacante Viola sugere ao colombiano Uribe, que ainda não marcou com a camisa alvinegra, combater deficiências com trabalhos específicos após os treinamentos, no CT Rei Pelé. Em Santos, neste sábado (8), para participar da 4ª edição do Futebol Solidário, realizado no Brasil Futebol Clube, no bairro da Aparecida, Viola, em entrevista para ATribuna.com.br, explicou que só assim o atual camisa 9 do Peixe colocará fim no jejum. "Todo atleta entra numa fase ruim. Quando isso acontece, só o trabalho vai resolver. Se o Uribe tiver consciência das deficiências que tem, ele precisa trabalhar em cima delas. Hoje em dia é muito comum os atletas executarem somente o trivial nos treinos. Aquilo que o treinador pede. Ou seja, participa do coletivo, cuida da parte física e vai embora com pressa. Antigamente não. A gente treinava exatamente aquilo que tinha de deficiência", diz o ex-atacante, que fez parte do elenco tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira, em 1994. Com o objetivo de ajudar Uribe, Viola usa situações vividas por ele, enquanto jogador, como exemplo. "Se eu tinha dificuldade para cabecear de olhos abertos, por exemplo, eu ficava um pouco a mais no campo, após os treinamentos, aprimorando aquele fundamento. Se dentro de uma partida me posicionava mal e ficava sem receber a bola, nos treinos seguintes ia trabalhar a minha colocação. Pedia ajuda para os meias e os pontas do time, que me serviam com cruzamentos e passes. Pedia auxílio de um goleiro para treinar e melhorar o meu chute", revela o ex-jogador. [[legacy_image_20516]] Muito respeitado pelo torcedor do Santos, Viola acredita que, demonstrando vontade em campo, Uribe vai ter a paciência e o respeito da torcida, além de recuperar a confiança. "Saber jogar bola ele sabe, pois está numa grande equipe como o Santos. Então, que cuide das deficiências. Só assim vai recuperar a confiança, vai voltar a fazer gols e jogar bem. Não é em todos os jogos que os centroavantes fazem gols. Mas se ele abrir espaço para os demais, já vai ter o reconhecimento. Com trabalho ele vai se ajudar e ajudar o Santos. A partir do momento em que a torcida se sentir respeitada, com a dedicação, ela vai respeitá-lo. A partir daí, na hora que fizer um gol, vai fazer o segundo, o terceiro e vai deslanchar", afirma o ex-atacante, que também defendeu Corinthians, Palmeiras, Vasco, Valência, da Espanha, e outros clubes.