[[legacy_image_234764]] A pensionista Dalva Caetano dos Santos, de 70 anos, é de Passos, em Minas Gerais, mas mora há cinco décadas em uma casa bem em frente à entrada principal da Vila Belmiro, local de entrada do público para o funeral de Pelé. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Frequentei por muito tempo o estádio. O movimento aqui está como em dias de jogos há mais de uma semana", conta, debruçada em sua janela. "Para mim, Pelé é o melhor. Não existirá outro igual. Hoje todos só jogam pelo dinheiro", diz a moradora. [[legacy_image_234765]] Diferente de quem mora bem em frente da Vila Belmiro, local do velório e berço do Rei do Futebol, o DJ Caíque Ippólito veio com a filha de São Caetano do Sul, e na madrugada desta segunda-feira (2), já estavam aguardando pela liberação dos portões por volta das 2h. A representação de Pelé na família Ippólito vem passando através das gerações: "Minha avó já falava muito dele. Ela conta que uma vez até invadiu o campo para vê-lo, e ela tem a mesma idade dele, 82 anos", conta. O fã disse que 'madrugou' com a filha Marcela, de 12 anos, para chegarem à Vila Belmiro. "Infelizmente o motivo não é para comemorar", disse ele. "Mas Pelé é a representação do futebol para mim", completou. De pai para filha, Marcela também herdou o amor pelo Rei do Futebol. "Ele trouxe vários títulos para o Santos, eu aprendi a ser santista com meu pai, e esse é um momento muito importante para mim", disse. O velório de Pelé acontece a partir das 10h desta segunda-feira (2), e vai até às 10h do dia seguinte, no centro do gramado da Vila Belmiro. Após o encerramento, o corpo segue em cortejo pela cidade de Santos e o sepultamento será no Memorial Necrópóle Ecumênica, na terça-feira. Pelé morreu na última quinta-feira (29) em decorrência de complicações do câncer no cólon. Ele estava internado desde o final de novembro no Hospital Albert Eisntein, em São Paulo.