[[legacy_image_266720]] Na casa do atacante Deivid Washington, revelação da base santista, o talento e gosto pela redonda têm DNA feminino. Vem da mãe e administradora da casa, Lúcia Elaine, de 40 anos, que joga futsal desde criança, quando morava em Itumbiara, no interior de Goiás. Ela atualmente defende a equipe do Fênix, no Portuários. "O talento vem da mãe, a velocidade é do pai", atesta o pai do camisa 36, Francisco Carlos Eugênio, 45, que trabalha com serviços gerais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Além de Deivid, a irmã dele, Ana Júlia, 16, também herdou o dom de jogar bola, garante o atacante. "Chamaram, mas ela não quis jogar a Copa A Tribuna (de futsal). Ela joga muito com os moleques aqui no prédio, usa muito o corpo. Coloca o braço assim, ó (imitando o gesto da mana), sai dos moleques, protege a bola, já toca e passa". Tímida, Ana Júlia diz que não joga porque tem vergonha. Estudante do segundo ano do Ensino Médio, ela pode não bater uma bola, mas tem papel fundamental no estafe do irmão. É ela quem cuida das redes sociais (Instagram e Facebook) do atacante, que a cada dia que passa, vai agregando mais fãs e seguidores. "O Deivid já tem vários fã clubes. Eu reposto e sempre posto as publicações dele. Eu não gosto de responder os seguidores, porque é muita gente que manda mensagem. E acho que ele tem que responder os fãs. Mas o Deivid não entra nas redes", diz Ana Júlia. "Quando entro, só fico um pouquinho. A única coisa que eu mexo é no TikTok, fazendo vídeo. A Ana me acompanha nuns eventos do Santos e da Adidas (patrocinadora desde os 12 anos)", conta Deivid, que nas horas vagas gosta de assistir filmes de ação e comédia. "Menos terror!", avisa, reconhecendo ser medroso. Com o bom momento em campo, o assédio também cresce nas ruas, onde o Menino da Vila já é abordado por torcedores e fãs. "Já me reconhecem, pedem autógrafo. É diferente, não estou acostumado com isso, mas vou lidando bem", afirma o atacante, que diz estar "namorando sério" desde janeiro. O sucesso na carreira, caminho que parece natural, não vai abalar o garoto sonhador de Itumbiara, que hoje veste a camisa 36 do Santos. "Vejo um futuro brilhante pra ele, que é um menino bom, batalhador, que corre atrás do objetivo. Tem muito foco, porque ele deixa de fazer muitas coisas que os meninos mais novo têm vontade de fazer. Deixa de fazer pra viver a vida do futebol", garante o pai.