[[legacy_image_297323]] A aposta “caseira” do Santos em Marcelo Fernandes como interino contra o Bahia, na próxima segunda-feira (18), na Arena Fonte Nova, em Salvador, leva em conta o bom trânsito do técnico com boa parte do elenco e o retrospecto quando ele esteve à frente da equipe durante a gestão de Andres Rueda. Fernandes é o treinador com melhor aproveitamento entre os 11 profissionais que dirigiram o time profissional desde janeiro de 2021. Demitido pelo clube em julho de 2022 e recontratado no mês passado, Marcelo Fernandes dirigiu o Peixe em 14 jogos como interino, com seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, aproveitamento de 52,3%. O índice é o mais alto entre todos os técnicos ou interinos que comandaram o clube na atual administração. Numa hipotética efetivação de Fernandes no cargo para os 15 jogos que restam ao Santos no Brasileirão, a manutenção deste aproveitamento pelo técnico faria com que o Peixe chegasse a 44 pontos, muito próximo à meta de 45 pontos, “número mágico” que costuma livrar as equipes do rebaixamento. Como a parte de baixo da tabela mostra um aproveitamento muito ruim dos times envolvidos na briga contra o descenso, é provável que uma equipe com 44 pontos ou até com um ou dois pontos a menos, possa se safar de cair para a Série B. A manutenção de Fernandes no cargo, no entanto, ainda não é cogitada. Além de analisar o desempenho do time na partida contra o Bahia, parte da diretoria acredita que o momento crítico da equipe no Brasileirão, há seis jogos na zona de rebaixamento, exige um profissional com mais tarimbado para tentar reverter a situação. Ciranda de técnicosFábio Carille, que ficou à frente do Santos em 27 jogos, com nove vitórias, dez empates e oito derrotas, é o segundo melhor da lista na ‘era Rueda’, com 46%. Em terceiro lugar, empatados, aparecem Fernando Diniz, Fabián Bustos e Odair Hellmann, com 44% dos pontos conquistados. Diniz obteve 11 vitórias, oito empates e 12 derrotas em 31 jogos. Bustos, em 30 jogos, teve nove vitórias, 13 empates e oito derrotas. E Hellmann, em 34 jogos, somou 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. Logo após o trio surge o argentino Ariel Holán, primeiro técnico contratado na atual gestão, que comandou o Peixe em 12 jogos e deixou o clube com 42% de aproveitamento. Foram quatro vitórias, três empates e cinco derrotas. Lisca, com apenas oito jogos no currículo pelo Santos, saiu com aproveitamento de 37,5%, com duas vitórias, três empates e três derrotas. O interino Orlando Ribeiro, que finalizou a temporada passada no comando santista, somou 36,1% dos pontos em 12 jogos (quatro vitórias, um empate e sete derrotas). Paulo Turra, segundo técnico do time nesta temporada, deixou o Santos no dia 6 de agosto com 25,8% em apenas sete jogos. Sob sua batuta, o time só venceu uma vez, empatou três e perdeu três jogos. A chegada do experiente Diego Aguirre era um sopro de esperança na recuperação do time no Brasileirão, mas o uruguaio foi demitido após somente cinco jogos, com pífios 20% de aproveitamento. Com uma vitória e quatro derrotas, Aguirre teve o pior índice entre todos os treinadores contratados na gestão. O auxiliar da comissão técnica fixa Claudiomiro, que foi interino em apenas uma partida neste Brasileirão, na derrota para o Flamengo na Vila Belmiro, por 3 a 2, no primeiro turno, logo após a queda de Odair Hellmann, não somou pontos em sua passagem relâmpago pela função.