[[legacy_image_234243]] Quando Pelé pendurou as chuteiras no Santos, em 1974, uma tarefa passou a ser constante e, ao mesmo tempo, inglória, para não dizer impossível: encontrar um novo camisa 10. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao longo das décadas, muitos atletas usaram o famoso número no Peixe, com ou sem brilho, independentemente do peso que a famosa dezena carrega no clube. Em meio a isso, a ideia de aposentadoria da camisa, algo que o clube sinaliza para acontecer em 2023. Aproveitando o gancho, A Tribuna fez uma seleção de 10 camisas 10 que tiveram representatividade nesse período de quase quatro décadas, seja pelos títulos, pelos gols, pelo belo futebol ou tudo isso junto. A ordem é cronológica e não de importância. Aílton Lira - O meia foi contratado pelo Peixe em 1976, juntamente com o zagueiro Neto. Os dois vieram da Caldense, de Minas Gerais. O lançamento longo era sua especialidade. Foi campeão paulista de 1978, integrando a geração chamada de Meninos da Vila, com Nilton Batata, Juary, Pita e João Paulo - embora Lira já fosse mais experiente. Fez 37 gols em 182 jogos pelo clube. [[legacy_image_234244]] Pita - Vindo da Portuguesa Santista, Pita chegou no juvenil do Santos em 1977 e, logo, foi para os profissionais. Sagrou-se campeão paulista de 1978, junto com um ataque arrasador composto por Nilton Batata, Juary e João Paulo, os chamados Meninos da Vila. O meia, de passe sempre perfeito, ficou na Vila Belmiro ate 1984. Ele estufou a rede 55 vezes em 408 partidas pelo Peixe. [[legacy_image_234245]] Giovanni - O meia paraense conquistou a torcida santista em sua primeira passagem pelo Santos, entre 1994 e 1996. O motivo foi liderar o time à disputa do título brasileiro de 1995, o que não acontecia há tempos. A conquista, porém, não veio: o apito de Márcio Rezende de Freitas não deixou. Vendido para o Barcelona, da Espanha, Giovanni retornou ao Santos só em 2005, quando defendia o Olympiakos, da Grécia, e deixou o clube no início de 2006 - chegou a jogar na estreia do Paulista, sendo considerado campeão naquele ano, depois de um jejum de 18 anos. Em sua terceira vez no Peixe, em 2010, conseguiu títulos de maneira mais evidente, embora também tenha jogado pouco: o do Estadual e da Copa do Brasil. No total, foram 73 gols em 140 jogos. [[legacy_image_234246]] Dodô - Foi muito depois de atuar pelo Santos, entre 1999 e 2001, que Dodô ganhou o epíteto de "Artilheiro dos Gols Bonitos". No Peixe, porém, ele já fazia isso, com a habitual frieza, que nem sempre empolgava o torcedor. Foi vice-campeão paulista de 2000, perdendo para o São Paulo - seu ex-clube - na decisão. O atacante estufou as redes 59 vezes em 128 partidas. [[legacy_image_234247]] Diego - O meia nascido em Ribeirão Preto, no Interior de São Paulo, veio para as divisões de base do Santos e, em 2002, foi integrado aos profissionais pelo técnico Celso Roth. A consagração veio com o histórico título brasileiro de 2002, formando dupla com Robinho. Os passes precisos, visão de jogo e excelente domínio de bola atraíram a atenção do Porto, de Portugal, para onde foi vendido em 2004. Antes disso, foi vice-campeão da Libertadores em 2003 - derrota para o Boca Juniors, da Argentina - e é considerado campeão brasileiro de 2004, por ter atuado nas partidas iniciais da trajetória do Peixe. Em 133 jogos, o meia marcou 38 gols. [[legacy_image_234248]] Zé Roberto - Depois de fazer história no Bayern de Munique, da Alemanha, Zé Roberto encantou a torcida do Santos no pouco tempo que permaneceu na Vila Belmiro - entre o segundo semestre de 2006 e a metade de 2007, quando foi campeão paulista. Em 10 meses, foram lindos gols (12 no total) e técnica refinada nas 48 partidas que realizou. [[legacy_image_234249]] Marta - Eleita seis vezes como a melhor jogadora do mundo da Fifa - é recordista do prêmio -, Marta fez história no Santos em duas curtas passagens no Santos, em especial na primeira, em 2009, quando foi recebida com tapete vermelho no gramado da Vila Belmiro e comemorou o título da Libertadores, também no estádio santista. A outra aconteceu no início de 2011. [[legacy_image_234250]] Paulo Henrique Ganso - O meia paraense chegou no Santos em 2005, aos 16 anos, vindo do Paysandu e indicado por Giovanni. O apelido, vindo das divisões de base do Santos, era totalmente contrário à qualidade de seu futebol - no mundo da bola, ser ganso é o mesmo que ser um jogador ruim. Mas acabou consagrando o meia, ao lado de Neymar no tricampeonao paulista (2010, 2011 e 2012) e da Recopa Sul-Americana (2012) - na Libertadores de 2011, ele estava machucado. Foram 162 jogos e 36 gols. [[legacy_image_234251]] Gabigol - Atualmente no Flamengo, o atacante destacou-se na base do Santos e chegou rapidamente aos profissionais - estreou com 16 anos em 2013 - em sua primeira passagem pelo clube, que durou até 2016, quando foi vendido para os italianos da Internazionale, de Milão. Foi vice-campeão da Copa do Brasil de 2015 e artilheiro da competição, com 8 gols. Somando a segunda vez no Peixe, em 2018, foram 83 bolas na rede. [[legacy_image_234252]] Soteldo - O atacante venezuelano chegou com poucas expectativas ao Santos no início de 2019, quando o técnico era o argentino Jorge Sampaoli. Afinal, um baixinho de 1,60 m e de um país com pouca tradição no futebol não poderia dar certo. Não foi bem assim. Embora não tenha sido campeão ainda pelo Peixe, Soteldo conquistou o torcedor, com 20 bolas na rede em 105 partidas até 2021. Tanto que voltou ao clube no ano passado, um ano depois de ter sido vendido ao Toronto, do Canadá. Ele pode ser o último jogador a vestir a famosa camisa 10 do Santos, em razão do clube sinalizar com a aposentadoria do número. [[legacy_image_234253]]