[[legacy_image_30096]] Há um mês como presidente em exercício do Santos, Orlando Rollo, tem se desdobrado para honrar os pagamentos salariais do elenco. E no próximo dia 9 o dirigente terá que depositar os vencimentos referentes ao mês de outubro. Sem dinheiro para tal compromisso, o mandatário afirma que se a equipe superar o Ceará, em Fortaleza, na próxima quarta-feira (4), e avançar às quartas de final da Copa do Brasil, ele seguirá direto ao Rio de Janeiro para pedir o adiantamento da premiação pela classificação. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A vaga na próxima fase da competição de mata-mata garante R\$ 3,3 milhões aos cofres do ganhador. "O Santos é bem recebido na CBF, FPF e Conmebol. O Santos tem protagonismo. A maior prova disso é trazermos a live do sorteio da Conmebol para a Vila Belmiro. Temos excelente relacionamento com Rogério Caboclo (presidente da CBF) e Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da FPF) e, se o Santos passar de fase, e precisamos mais do que nunca passar, não só pelo aspecto esportivo, mas financeiro, eu nem desço em Santos de Fortaleza. Eu vou direto para o Rio de Janeiro pedir adiantamento. Estamos desesperados e não me envergonho. Estou passando o chapéu para tentar salvar o Santos", disse o presidente em exercício em entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira (30). Caso a classificação não venha, Rollo descartou usar o dinheiro obtido com os torcedores do Santos por meio da vaquinha virtual, batizada como A Virada Santista, no pagamento dos salários dos jogadores. "Para ganharmos credibilidade, deixei bem clara a intenção. Pagar os processos referentes a questões na Fifa. Não posso usar para outro fim, é um compromisso. Se uso para outros fins, como salário, perco credibilidade. Quem sabe no futuro possamos fazer outra ação, mas essa é específica para o Atlético Nacional (clube colombiano cobra duas parcelas da compra de Felipe Aguilar na Fifa) . Precisamos de dinheiro para salários, está difícil. O Santos adiantou tudo, só temos recebíveis a partir da semana que vem. Passo chapéu, nosso marketing trabalha, mas eu também procuro empresas. Eu trouxe um dos patrocinadores por causa da minha relação com Hanie Issa, CEO da Tekbond. Procuramos soluções para pagar salários, a folha é inchada. Estamos resolvendo. Pagamos a folha do mês passado depois de bater na porta da FPF e CBF. Essa está difícil, mas esforço não vai faltar".