[[legacy_image_299795]] O Santos apresentou um déficit de R\$ 10.256.212,00 no segundo trimestre de 2023, conforme balanço contábil que será apresentado na reunião do Conselho Deliberativo na noite desta terça (26), na Vila Belmiro. A previsão de déficit feita pela gestão era de R\$ 6.370.546,00, uma diferença nominal negativa de R\$ 3.885.666,00. O mau desempenho esportivo na temporada contribuiu para a queda de receitas previstas pela gestão. A projeção de chegar à final do Paulistão e avançar às quartas de final da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana não se concretizou, fazendo com que o clube arrecadasse pouco mais de R\$ 10 milhões nas três competições. Se o time tivesse cumprido as metas previstas, o faturamento seria de mais de R\$ 27 milhões. Segundo dados do relatório, a dívida do Santos no final do primeiro semestre deste ano era de R\$ 698,8 milhões. Deste montante, R\$ 361,6 milhões são dívidas de curto prazo e R\$ 337,2 milhões de longo prazo. O clube tem R\$ 283,3 milhões a receber, R\$ 94,5 milhões a curto prazo e R\$ 188,7 milhões a longo prazo. Dívida com o presidente Um dos credores do Alvinegro é o presidente Andres Rueda, que tem R\$ 23.851.883,72 a receber do clube. Em outubro de 2020, o dirigente emprestou 1,5 milhão de euros (cerca de R\$ 10 milhões à época) para que o Santos quitasse uma dívida com o Hamburgo, da Alemanha, referente a compra do zagueiro Cleber Reis. O pagamento evitou que o clube sofresse um transfer ban, que impediria o Peixe de contratar jogadores e até perder pontos no Brasileirão. Apesar do valor, acrescido de juros e correções, chegar próximo a R\$ 24 milhões, Rueda já disse anteriormente, em entrevista para A Tribuna, que o seu nome está no fim da lista de credores do clube. O mandato dele à frente do Santos termina em dezembro e ele já confirmou que não concorrerá à reeleição. Preocupação do Conselho Fiscal O Conselho Fiscal se mostrou preocupado com a dívida e os gastos do clube, que não tem gerado resultados em campo e, consequentemente, receitas mais robustas. “A falta de sucesso em nossa atividade fim, o futebol, resulta em nossa retração no cenário nacional. Enquanto não tratarmos gasto com futebol como investimento, vamos nos retrair de forma sistêmica, fazendo com que cada vez mais a visibilidade no cenário futebolístico nacional e internacional se reduza e caiam nossas receitas”, aponta o órgão no relatório. De acordo com o Conselho Fiscal, a folha salarial do clube, com encargos, teve um aumento de 7,71% em junho, totalizando R\$ 9 milhões. Este valor terá um aumento considerável no balanço do terceiro trimestre, pois o Alvinegro contratou nove jogadores no segundo semestre. O impacto na folha de pagamento deve aumentar o déficit, já que as receitas neste final de ano devem se concentrar na bilheteria da Vila Belmiro, em repasses de patrocinadores e na premiação da CBF, que deve ser baixa, pela posição ruim da equipe na classificação final do Brasileirão.