[[legacy_image_300981]] A venda dos atacantes Ângelo e Deivid Washington ao Chelsea, que rendeu 32 milhões de euros (cerca de R\$ 169 milhões) à vista, serviu para equilibrar o caixa do Santos. Mas apesar de estar com salários e outras obrigações em dia, A Tribuna apurou que o clube pode recorrer a um novo empréstimo até o final da atual gestão para honrar, principalmente, a folha de dezembro, a mais pesada do ano por incluir o 13º salário dos funcionários. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Com um empréstimo de cerca de R\$ 50 milhões ainda a pagar, feito junto ao Banco Safra, a expectativa da gestão é que R\$ 24 milhões sejam quitados até o final do ano, quando termina o mandato do presidente Andres Rueda. Os R\$ 26 milhões restantes serão pagos, segundo levantamento da Reportagem, em 30 parcelas, a partir de 2024. O empréstimo bancário foi avalizado por Rueda e um grupo de empresários santistas. Apesar da alta cifra alcançada na negociação dos dois Meninos da Vila, o clube ficou com cerca de R\$ 110 milhões do total. O Peixe era detentor de 70% dos direitos de Ângelo, vendido por 15 milhões de euros (em torno de R\$ 79 milhões), e de Deivid Washington, negociado por 17 milhões de euros (cerca de R\$ 90 milhões). Além dos 30% dos direitos de cada atleta que não pertenciam ao clube, o Peixe também teve que arcar com comissões a empresários nas negociações com a equipe inglesa. O montante que coube ao clube, em torno de R\$ 110 milhões, entrou nos cofres e foi para o fluxo de caixa, bancando salários, impostos e outras obrigações, além de ter sido usado na contratação de vários jogadores no segundo semestre. Nove atletas chegaram à Vila Belmiro e apesar de alguns estarem livres no mercado, casos dos atacantes Julio Furch e Alfredo Morelos, o Peixe também teve que desembolsar dinheiro para pagamento de luvas e arcar com o incremento da folha salarial. [[legacy_image_300982]] Dívida quitada com RuedaA Tribuna também apurou que Rueda não está mais na lista de credores do clube. Em outubro de 2020, o dirigente emprestou 1,5 milhão de euros (cerca de R\$ 10 milhões à época) para que o clube pagasse o Hamburgo, da Alemanha, pelo zagueiro Cleber Reis. O jogador foi comprado na gestão de Modesto Roma, em janeiro de 2017, mas como o Santos não pagou o clube alemão, corria risco de sofrer um transfer ban (ficar impedido de comprar ou vender atletas) da Fifa. Levando-se em conta juros e correções, a dívida hoje estaria perto de R\$ 25 milhões, mas o presidente aceitou receber R\$ 20 milhões para zerar o débito, sem cobrar os acréscimos. Krasnodar ainda não recebeuPor outro lado, o Alvinegro ainda tenta fechar um acordo com o Krasnodar, da Rússia, que ainda não recebeu R\$ 22 milhões pela venda de Cueva ao Santos em 2019, na gestão de José Carlos Peres. Como o meia peruano rompeu unilateralmente o contrato com o Peixe, no início de 2020, e se transferiu ao Pachuca, o clube mexicano foi punido pela Fifa no início deste ano a indenizar o Santos. Mas, apesar de o Alvinegro ter recebido R\$ 23,8 milhões dos mexicanos, o dinheiro foi usado no fluxo de caixa do clube. [[legacy_image_300983]] Doyen SportsNa reunião do Conselho Deliberativo (CD), na última quarta-feira, fechada à imprensa, o clube apresentou o valor pago desde 2014 à Doyen Sports, pela compra de Leandro Damião e outros negócios que envolviam, entre outros jogadores, Felipe Anderson e Daniel Guedes. Segundo levantamento do Santos, o clube pagou R\$ 123.195.539,00 à Doyen desde 2014, valor bem abaixo dos cerca de R\$ 384 milhões que teriam sido pagos de 2013 a 2019, apontados em um relatório elaborado por uma comissão liderada pelo conselheiro Marcelo Milani e apresentada em reunião do CD, em agosto. Em entrevista no mês passado para A Tribuna, Andres Rueda disse que em sua gestão o clube pagou R\$ 48 milhões à Doyen. O dirigente também confirmou que o último pagamento à empresa, no valor de 1,5 milhão de euros (cerca de R\$ 8 milhões), havia sido feito naquele mês.