[[legacy_image_6457]] Dois dias depois da votação virtual que rejeitou o afastamento do Comitê de Gestão e o impeachment do presidente José Carlos Peres e o vice Orlando Rollo, por causa da reprovação das contas de 2018 e de outros temas que teriam lesado a saúde financeira do Santos, o Conselho Deliberativo marca para o próximo dia 30, às 19 horas, a reunião que irá analisar as contas de 2019. Assim como ocorreu na terça-feira (16), a votação será feita por meio de videoconferência. A recomendação do Conselho Fiscal, em seu parecer enviado aos conselheiros do clube, é para a reprovação das finanças por uma série de ações consideradas irregulares, em que pese o superavit de R\$ 24 milhões. Dentre essas ações estão o descompromisso no pagamento de dívida; uso de cartão corporativos para compras em possível desacordo com as atividades do clube; aumento da folha de pagamento e pagamento teoricamente oculto de comissão a empresário na venda de Bruno Henrique ao Flamengo. “O atleta foi vendido ao Flamengo por R\$ 23 milhões. No contrato de transferência, não há menção ao pagamento de intermediário por ambos os clubes. Ocorre que, no balanço do clube carioca, existe menção ao pagamento, por parte do Flamengo, de R\$ 1,6 milhão para a empresa Yesport Marketing Esportivo Ltda., cujo administrador é Rodrigo Caruso Duprat”, diz o parecer do Conselho Fiscal sobre as contas de 2019. “Quantas pessoas físicas ou jurídicas participaram direta ou indiretamente das tratativas entre Santos e Flamengo para a transferência do jogador? Cópia de eventuais propostas apresentadas por outros clubes interessados? Cópia de toda a correspondência, e-mail ou qualquer outro tipo de mensagem eletrônica trocada entre clubes, empresas e pessoas participantes? Esses questionamentos, aparentemente simples de serem respondidos, e que definitivamente encerrariam inúmeras ilações sobre a participação de empresários, não foram respondidos”, continuou a CF. Outro ponto alertado pelo parecer é em relação ao não pagamento da parcela vencida em setembro do ano passado do acordo firmado com a Doyen, no valor de 5 milhões de euros (R\$ 23,5 milhões), conforme balanço final de 2018. “Com a inadimplência, foi cobrada pela Doyen a multa arbitrada em 10 milhões de euros. O clube recorreu a um parecer jurídico sobre a execução da multa, pois houve discordância desse valor, mesmo que arbitrada, dizendo ser possível sua redução para 25% do valor exigido. Se valendo deste recurso, a administração transferiu todo e qualquer valor da dívida para a rubrica Provisão Contingências Cíveis, reduzindo assim o endividamento deste exercício”, acrescenta o relatório.