[[legacy_image_5563]] Em reunião extraordinária realizada na noite desta terça-feira (27), na Vila Belmiro, sem a presença do presidente José Carlos Peres, uma comissão temporária do Conselho Deliberativo apresentou relatório sobre o uso do dinheiro recebido pelo Santos na venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid. A comissão foi criada em agosto de 2018 para acompanhar a forma como o clube usaria os 40 milhões de euros da transação e, segundo projeção, só restariam R\$ 10 milhões de um total de quase R\$ 175 milhões. Em julho de 2018, o Santos recebeu a primeira parcela de 20 milhões de euros, que totalizou R\$ 89.361.876,90. O clube recebeu o valor em pagamentos escalonados pelo Banco Central, de julho a outubro de 2018. De acordo com o relatório, mais de R\$ 45 milhões foram gastos com o pagamento de cinco meses de salários, incluindo impostos, do elenco e dos funcionários do clube, referentes ao período de junho a outubro de 2018. A segunda parcela do acordo feito com a Doyen Sports, na gestão do ex-presidente Modesto Roma Júnior, que inclui a negociação de compra do atacante Leandro Damião e outras pendências, consumiu R\$ 11.134.750,00. Entre os maiores gastos constam o pagamento da segunda parcela da compra do atacante Bruno Henrique, junto ao Wolfsburg, da Alemanha, concretizada em janeiro de 2017, também na gestão de Modesto Roma Júnior, no valor de R\$ 7.155.000,00. A aquisição de jogadores como o volante uruguaio Carlos Sánchez (R\$ 2,3 milhões), o atacante Felippe Cardoso (R\$ 2,2 milhões) e o zagueiro equatoriano Jackson Porozo, por quase R\$ 1 milhão, também estão entre os gastos. O conselheiro Ivam Jardim Ariante, da comissão temporária, fez uma explanação sobre o uso do dinheiro referente à segunda parcela paga pelo Real Madrid, no mês passado. Os 20 milhões de euros geraram quase R\$ 84,5 milhões, dos quais R\$ 13,6 milhões foram bloqueados pela Justiça em razão de uma ação da Bonassa Bucker Advogados, que cobra o clube pela intermediação no acordo com a Doyen Sports, contestado pela atual gestão. Como a comissão ainda não recebeu do clube os documentos contábeis dos pagamentos realizados com a segunda parcela da venda de Rodrygo, a projeção é de que só restariam ao Santos pouco mais de R\$ 10 milhões. O planejamento estratégico apresentado pelo gerente administrativo e operacional, Fernando Volpato, foi rejeitado pela maioria do plenário, que considerou as informações do plano insuficientes.