[[legacy_image_255537]] Em meio a dificuldades financeiras que inviabilizam a contratação de reforços de peso, o Santos tem um novo problema econômico pela frente. O clube foi condenado pela Justiça por litigância de má-fé. Tudo porque, na administração do ex-presidente José Carlos Peres, houve a fraude de um documento apresentado em ação impetrada por um escritório de advocacia que cobra o Peixe em R\$ 13 milhões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A informação foi divulgada pelo ge.globo. A fraude em questão foi identificada após a realização de uma perícia nos documentos entregues pelo clube. Diante disso, o Ministério Público analisa toda a situação sob a possibilidade de abrir um inquérito criminal contra o Alvinegro. O impasse jurídico é resultado de um acordo assinado em 2015 entre Santos e o escritório de advocacia Bonassa Bucker para defender o Peixe em um processo envolvendo a Doyen – fundo de investimento que financiou a contratação do centroavante Leandro Damião, em 2014. Nesse acordo, havia um item chamado de “honorários de sucesso”. Como o Santos teria deixado de pagar R\$ 107,9 milhões à Doyen com os serviços prestado pela Bonassa Bucker, o escritório teria direito a 10% desse montante. O pagamento, no entanto, não foi realizado e o escritório mostrou à Justiça que o contrato apresentado pelo Santos no processo omitia essa cláusula por ter sido forjado. Na prática, o Santos teria trocado a página 2 do acordo em questão pela página 2 de um outro contrato assinado com o mesmo escritório, em que a cláusula de honorários de sucesso aparecia em outra página. Com a perícia identificando a fraude, o Santos foi condenado a pagar o valor cobrado pelo Bonassa Bucker, que deverá ser calculado com juros e correções, além de 10% do valor da causa em honorários à defesa do escritório, mais multas de 10% ao escritório e de 9,9% ao Estado por litigância de má-fé. O clube da Vila Belmiro, que não se manifestou sobre o assunto, ainda pode recorrer da decisão da Justiça.