[[legacy_image_23652]] Em relatório que detalha suas finanças do primeiro trimestre de 2020, o Santos alega ter tido R\$ 16,1 milhões de superavit com "receitas e despesas extraordinárias". Contudo, no resultado contábil do período, que engloba toda a movimentação financeira, o clube apresentou deficit de R\$ 19,7 milhões. O Santos atribui o prejuízo à variação cambial do período. "Para análise do resultado financeiro, deve-se levar em consideração a alta da taxa de variação cambial do trimestre, que influenciou significativamente nos valores a pagar referentes as operações realizadas com clubes do exterior em anos anteriores e neste 1º trimestre de 2020. A variação cambial representou um custo a maior no trimestre de R\$ 12.476.582", assinala o clube em documento oficial. Como "receitas e despesas extraordinárias" o Santos relaciona vendas de direitos federativos e empréstimos, comissões e reclamações trabalhistas. No relatório, o Santos ainda aponta que, somando folha de pagamento, direito de imagem e gratificações, fechou o trimestre com 51% acima do orçamento. Ou seja, de R\$ 24.212,138 previstos, gastou R\$ 36.594,706. A diretoria do Santos apresentou o relatório com os gastos do primeiro trimestre um dia depois de o Conselho Fiscal recomendar a reprovação das contas do clube de 2019. Gastos com cartão corporativo, pagamentos de comissões a agentes de jogadores e a transferência do atacante Bruno Henrique para o Flamengo, que não menciona repasse de comissão a agentes por parte do Santos, mas que no balanço flamenguista registra R\$ 1,6 milhão pagos a uma empresa, amparam o pedido de reprovação. Diante disso tudo, o presidente José Carlos Peres corre risco de impeachment. Contudo, na próxima terça-feira (16), o Conselho Deliberativo se reunirá virtualmente para analisar e votar parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) sobre as contas de 2018, que foram reprovadas. O encontro deveria ter sido realizado em março, mas foi suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus.