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Santista é chamado de 'escravo africano' por torcedor do Boca Juniors

Morador da Vila Sônia, em Praia Grande, músico Leandro Costa contou em detalhes o ocorrido para ATribuna.com.br

Por: Marcela Ferreira  -  08/01/21  -  10:38
Torcedor do Santos é alvo de comentário racista na internet
Torcedor do Santos é alvo de comentário racista na internet   Foto: Arquivo pessoal/Vintem

Descontente com um lance polêmico no jogo entre o Santos e o Boca Juniors na quarta-feira (6), o torcedor do Santos e morador da Vila Sônia, em Praia Grande, Leandro Costa, de 35 anos, conhecido como Vintem, decidiu fazer um comentário nas redes sociais sobre o ocorrido, mas acabou sendo vítima de injúria racial.


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A respeito do lance do Zagueiro do Boca, Carlos Izquierdoz, contra o atacante Marinho, do Santos, que teria sido um pênalti que não foi marcado pelo árbitro, o torcedor comentou em um post do perfil oficial da Libertadores: “Meteram a mão no Santos mais uma vez, que vergonha hein”.


Usuário da rede social fez comentário racista em resposta à crítica de Leandro
Usuário da rede social fez comentário racista em resposta à crítica de Leandro   Foto: Reprodução/Instagram

Um usuário da rede social respondeu ao comentário de Vintem com a ofensa: “Hola esclavo africano”. Vintem acredita tratar-se de um torcedor do time adversário, e que possivelmente o homem seja argentino.


“Achei injusto um pênalti que não foi marcado e fiz o comentário no perfil, que é da Conmebol. Um torcedor do Boca não gostou e veio me chamar de escravo. Só vi hoje de manhã, quando acordei às 5 horas para trabalhar. Um outro rapaz comentou respondendo ele com palavrões”, conta o torcedor.


O perfil da pessoa que desferiu o comentário racista é bloqueado, e mostra apenas o nome e uma foto de perfil. Vintem registrou um boletim de ocorrência pela internet.


“Fiquei bem chateado mesmo, sou motorista de aplicativo e já passei por muita coisa. Por exemplo quando pedi para um passageiro usar a máscara e fui xingado de todos os nomes que você pode imaginar. No meio do caminho encontrei uma viatura e pedi para tirarem ele do carro. Depois fui para a praia respirar”, relata.


A luta contra o racismo é constante na vida do motorista, que também é músico. “Cansei de tomar porrada e não falar nada. Não é certo isso, me fez ficar mal”. Agora, ele conta com apoio de uma advogada e irá acompanhar o processo após o registro da denúncia por injúria racial.


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