[[legacy_image_348309]] O ex-presidente do Santos, Andres Rueda, discorda do relatório do Conselho Fiscal (CF), que recomendou a reprovação das contas de 2023, último ano de sua gestão. Em sessão do Conselho Deliberativo, na noite desta quinta (4), a maioria dos conselheiros acatou a recomendação do CF, mas para o ex-dirigente, a decisão teve cunho político. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Os motivos alegados não fazem sentido. Mas se fizerem um julgamento político, pode ser. Aí veremos o que fazer. Normal isso no Santos. O próprio Marcelo Teixeira tem as contas reprovadas lá de trás”, disse Rueda para A Tribuna. Entre os pontos levantados no relatório do Conselho Fiscal estão o adiantamento de R\$ 25 milhões da Brax, empresa de marketing esportivo que comercializa placas de publicidade, e a antecipação de R\$ 30 milhões da Federação Paulista de Futebol, referentes ao Paulistão 2024, que seriam usados para o pagamento de salários. “A antecipação da Federação Paulista de Futebol foi aprovada no Conselho (Deliberativo). (Da) Brax nada foi recebido como antecipação, existiu um bônus pela assinatura, como é normal em algumas renovações”, contestou Rueda. Apesar de ter sido autorizado a antecipar a receita referente ao Paulistão 2024, o Santos terminou o ano devendo salários para alguns funcionários do clube. Com o rebaixamento à Série B, o clube não recebeu premiação da CBF e deixou essa pendência para a atual gestão. Questionado se acreditava que o descenso do Peixe à segunda divisão nacional foi determinante para a reprovação das contas, apesar do relatório registrar um superávit de pouco mais de R\$ 1 milhão, Rueda foi direto. “Com certeza”. Comissão de Inquérito e SindicânciaComo a maioria dos conselheiros votou a favor da reprovação das contas por “gestão temerária”, o relatório será encaminhado para a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS). Agora, o ex-presidente tem o direito de apresentar a defesa, refutando os pontos que considera sem fundamento no relatório elaborado pelo Conselho Fiscal. “Foi aprovado o relatório da Comissão Fiscal que recomenda o envio para a Comissão de Sindicância. Lá é o fórum do clube para apresentar a defesa”, disse Rueda. Após a apresentação da defesa de Rueda, a CIS vai avaliar se há elementos para abrir um processo de expulsão do ex-presidente do quadro associativo. Os quatro ex-presidentes que antecederam Rueda foram expulsos por gestão temerária: Odílio Rodrigues (em abril de 2016), Modesto Roma Júnior (novembro de 2019), José Carlos Peres e Orlando Rollo (ambos em dezembro de 2022). Em julho de 2017, Odílio Rodrigues conseguiu na Justiça a reintegração ao quadro associativo do clube