[[legacy_image_324410]] O atacante Robinho, de 39 anos, não descarta defender a Portuguesa Santista. Sem atuar profissionalmente desde 2020, o ex-jogador do Santos, Milan, Real Madrid, Manchester City e seleção brasileira participou ontem de um jogo-treino no Estádio Ulrico Mursa e falou que o clube rubro-verde é uma “porta aberta, quem sabe, para o futuro”. Ele está à espera de uma definição da Justiça sobre o cumprimento, no Brasil, da pena de nove anos recebida na Itália pelo crime de estupro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As declarações de Robinho foram dadas ao radialista Walter Dias, logo após um jogo-treino da Portuguesa Santista contra um time formado por integrantes do projeto MF Sports. A disputa em Ulrico Mursa, que durou 80 minutos, foi vencida pelos comandados de Sérgio Guedes por 6 a 1. Outro nome conhecido que jogou ontem pelo MF Sports é Júnior Moraes, filho do ex-jogador Aluísio Guerreiro. “Quero agradecer à Briosa pelo carinho. Sempre que a gente vem aqui, faz um treininho, e é muito bom. Obrigado ao presidente, comissão técnica, professor Sérgio (Guedes), Ferrinho (Rafael Ferro, auxiliar) e todos aqueles que participam da Briosa. Que o time faça uma ótima Copa do Brasil”, afirma Robinho, que não fecha as portas para a Portuguesa Santista. "Condições (de jogar profissionalmente) a gente tem. O presidente é uma ótima pessoa, nós temos um ótimo relacionamento. Ele sempre abre as portas para mim quando eu faço um treino aqui e venho me divertir com a rapaziada. Quem sabe no futuro?". PenaA condenação na Itália não foi abordada na entrevista. No dia 11 de dezembro, a defesa de Robinho apresentou uma nova petição contra o pedido da Justiça italiana para que ele cumpra a pena de nove anos por estupro coletivo no Brasil. O processo deve ser julgado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem data definida. Em 2013, Robinho e cinco amigos teriam estuprado uma jovem albanesa no camarim de uma casa noturna em Milão, onde ela comemorava aniversário. Na época, o atleta defendia o Milan. O caso foi investigado pela polícia italiana e Robinho acabou condenado a nove anos de detenção. Desde o final de 2020, quando ele chegou a retornar ao Santos, mas, em meio à repercussão do caso, teve o acordo desfeito, Robinho não joga futebol profissionalmente. Hoje, ele afirma que não pensa em retornar ao futebol. “Agora, meu objetivo é cuidar da família. Graças a Deus, as coisas têm caminhado bem. Então, não penso no futebol. Venho aqui (no jogo-treino) para me divertir”, justifica. Ele descarta, ainda, preocupações sobre finanças, mesmo depois de três anos sem atuar em campo. “Nunca me preocupei com situação financeira. Sou um cara muito simples, não me preocupo com isso, não. Graças a Deus, aquilo que Deus me deu, no tempo que fui jogador de futebol, foi maravilhoso”.