[[legacy_image_177199]] Substituído no decorrer do segundo tempo da suada vitória do Santos sobre o Unión La Calera, por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela penúltima rodada da fase Copa Sul-Americano, o meio-campista Ricardo Goulart foi, mais uma vez, alvo de críticas por parte da torcida. Porém, eleito o melhor jogador da partida, o camisa 10 desabafou ao final do jogo. Em entrevista coletiva, o atleta afirmou que quem tem um olhar crítico consegue enxergar as suas virtudes durante o jogo. "O futebol brasileiro tem memória curta. Há cinco meses me destaquei na briga do Santos contra o rebaixamento e era apontado como o melhor do time. Agora a bola não está entrando, mas nunca deixei de trabalhar arduamente. O professor conhece meu profissionalismo. Se eu não fosse tão profissional, mentalmente seria mais difícil. Mas o ambiente me dá confiança e Deus me ajuda a ficar em paz", afirmou.Para ele, a torcida paga ingresso e tem direito de xingar. "Eu respeito e faço o meu melhor. Fui recompensado com o prêmio do melhor da partida por quem entende de futebol, por quem tem olhar crítico. Fico muito feliz com isso e parabenizo a equipe. E parabéns também ao Barbosa, que foi decisivo", disse Ricardo Goulart. O camisa 10 se queixou das vaias vindas das arquibancadas e fez questão de dividir o prêmio de melhor em campo com o restante da equipe. "Os torcedores são emotivos, querem que resolvamos em um minuto, e quando as coisas não certo começam a vaiar. Se erro um gol ou domínio eles vaiam. Para eles (os torcedores) eu talvez não merecesse o prêmio. Poderia ser o Barbosa pelo olhar torcedor de quem faz o gol é mais importante. Mas vejo características que outros enxergaram e deram o prêmio. Posso melhorar bastante ainda. Esse prêmio é do grupo. Sem ele eu não teria tido as chances de gol. Dedico a eles", completou o jogador.