[[legacy_image_3669]] Sem o acordo coletivo entre os clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais (Fenapaf), as agremiações terão que chegar a uma decisão com os seus elencos para definir se, e como, será feita a redução salarial dos mesmos durante a paralisação em razão da pandemia do novo coronavírus. No Santos, segundo o apurado por A Tribuna, o tema ainda não foi discutido com os atletas. De acordo com os empresários de alguns jogadores do Peixe, a diretoria alvinegra ainda não definiu uma data para conversar com eles ou com os seus representados sobre a questão. A tendência, contudo, é que as negociações para a redução salarial comecem na próxima semana. Ainda conforme as informações obtidas pela Reportagem, os jogadores e seus empresários estão convencidos de que uma redução deverá ocorrer, pois eles têm conhecimento das dificuldades financeiras que o Santos já enfrentava antes mesmo da paralisação dos campeonatos. A realidade é a mesma para todos os clubes brasileiros. Ontem, o Fortaleza acertou a redução de 25% do salário dos jogadores a ser pago em abril. Segundo o presidente do clube, Marcelo Paz, o elenco abriu mão de 10% dos vencimentos em definitivo e o clube vai reduzir os salários em mais 15%, que serão devolvidos aos atletas futuramente. Assim como manifestado pela Fenapaf na videoconferência de quinta-feira, o elenco do Santos quer que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assuma o papel de avalista do Peixe. No encontro virtual, que contou com representantes de 30 clubes, da CBF e da Fenapaf, ficou decidido que a partir do próximo dia 1º os atletas terão 20 dias de férias.