[[legacy_image_18678]] Neste sábado (12), o Santos vai definir o novo presidente. E nesta quinta-feira (10), com o objetivo de esclarecer propostas e projetos dos seis candidatos aos associados e torcedores, o Grupo Tribuna, juntamente com o GE.com, realizou debate transmitido nos sites e nas redes sociais de ambos. A difícil situação financeira do clube norteou as conversas, mas não faltaram trocas de farpas e rivalidade. Andrés Rueda (Chapa 4), Daniel Curi (Chapa 6), Fernando Silva (Chapa 1), Milton Teixeira Filho (Chapa 2), Ricardo Agostinho (Chapa 3) e Rodrigo Marino (Chapa 5) compareceram à sede do Grupo Tribuna, no Centro, e travaram o embate. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! A relação do presidente Orlando Rollo com alguns dos candidatos foi explorada. Fernando Silva perguntou a Rodrigo Marino por que ele havia acolhido em sua chapa associados ligados a Rollo, que conforme Silva "contratou mais de 40 pessoas para o Santos em um mês e vai gerar um passivo de R\$ 1,5 milhão". "Atendemos o apoio democraticamente de várias correntes políticas. Nossa gestão vai ser por meritocracia. Não nos preocupamos em esconder apoio", respondeu Marino. Antagonismo Ricardo Agostinho foi mais um a questionar a presença do presidente em uma das chapas. No caso, a de Rueda, da qual o próprio Rollo é integrante. "Rollo é um apoio como qualquer outro. Ele tem um grupo e participou do movimento de pacificação que criamos. Entrou de maneira democrática", disse Rueda. Agostinho, então, alegou que Rueda e Rollo são "antagônicos" e indagou se Rueda não temia que as diferenças entre ambos aflorassem logo no primeiro dia de um eventual mandato de Rueda. Ele se defendeu: "Não tenho receio. A gestão é do presidente, do vice e do Comitê de Gestão. Os conselheiros vão fiscalizar". Milton Teixeira Filho questionou Daniel Curi, cujo o vice é Ariovaldo Feliciano, provedor da Santa Casa de Santos, sobre administração. "O senhor fala em reestruturação da Santa Casa. Vai usar os mesmos métodos no Santos? Em consulta ao site do Tribunal de Justiça, vi que a Santa Casa, só em 2020, tem quase 70 ações na esfera cível. Quase R\$ 15 milhões. Sem contar dívidas tributárias e do trabalho". Curi rebateu. "Lamento discutir a Santa Casa no debate do Santos. O candidato procurou no foro inadequado, tem que ir na Justiça Federal. O candidato demonstra desconhecimento. Não trabalhou, não tem profissão, é natural que tenha esse problema". Outro embate foi entre Agostinho e Silva. O primeiro alegou que o segundo tem empresários de jogadores em sua chapa. "Tem empresários, mas eles não agenciam jogadores", argumentou Silva. Marketing Andrés Rueda quis saber de Rodrigo Marino se ele pretende terceirizar o departamento de Marketing do clube. "Vamos pegar os principais publicitários de sucesso no Brasil e trazer para o Santos. Eles vão fazer campanha e alavancar receitas. Vamos diminuir a folha de pagamento e remunerar os profissionais pelo sucesso de suas campanhas", sustentou Marino. "É estranho terceirizar. O Santos tentou terceirizar o cadastro de sócios e virou uma bagunça", replicou Rueda. "É estranho para alguém de TI. Publicitário vai ser remunerado e o clube vai ganhar muito”.