[[legacy_image_7869]] Destaque do Godoy Cruz, da Argentina, na temporada passada, e pivô de um imbróglio entre dois clubes do seu país, o meia-armador argentino Ángel González, anunciado na semana passada como reforço do Estudiantes, esteve a um passo de ser contratado pelo Santos. Indicado pelo técnico Jorge Sampaoli, o Peixe, segundo o presidente José Carlos Peres, foi em busca do atleta de 25 anos e apresentou proposta de US\$ 1,7 milhão (pouco mais de R\$ 6,4 milhões) por 70% dos direitos econômicos. Ao tomar conhecimento do interesse do Peixe, e animado com a possibilidade de trabalhar com Sampaoli, Ángel teria revelado a membros do seu estafe o desejo de se transferir para o time da Vila Belmiro. Apesar disso, o presidente do Godoy Cruz, José Mansur, recusou a oferta santista, pois já tinha um acordo verbal com o Estudiantes para vender 50% dos direitos de Ángel por US\$ 1,5 milhão (R\$ 5,6 milhões). Diante da recusa, o Santos voltou a conversar com Mansur e, sem mexer nos valores oferecidos, tentou convencê-lo a liberar o meia com a justificativa de que, além de ser a vontade do atleta, sob o comando de Sampaoli a valorização de Ángel seria maior. Mansur não abria mão de deter metade dos direitos de Ángel em uma futura negociação. No meio dessa negociação, o Independiente, também da Argentina, apresentou uma proposta ao Godoy Cruz idêntica à do Estudiantes. E ela foi aceita. De técnico para técnico Assim que soube da oferta do Independiente, o Estudiantes formalizou proposta e cobrou o cumprimento do acordo verbal que tinha com o Godoy Cruz. Contra a parede, Mansur deixou a decisão nas mãos do jogador. Receoso de perder o reforço para um rival, Gabriel Milito, treinador do Estudiantes, telefonou para Sebastián Beccacece, novo técnico do Independiente, e pediu que abrisse mão de Ángel em razão do tal acordo verbal que a sua diretoria já havia firmado. Cordialmente, Beccacece aceitou o pedido e o atleta, no último dia 27, foi anunciado pelo Estudiantes.