[[legacy_image_205700]] Um encontro real. Foi o que aconteceu no dia 10 de novembro de 1968, no Maracanã, no Rio de Janeiro, quando o Rei Pelé subiu à tribuna de honra do estádio para receber a taça de um jogo amistoso e os cumprimentos da Rainha Elizabeth II, em sua única visita ao Brasil ao lado do marido, o príncipe Philip. Diante de cerca de 100 mil pessoas, a monarca britânica disse, dirigindo-se ao camisa 10: “Estou muito satisfeita por estar no Brasil e muito satisfeita também em conhecê-lo pessoalmente”, publicou A Tribuna, na edição do dia seguinte. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta quinta (8), Pelé relembrou a passagem em suas redes sociais, reverenciando o encontro com a monarca após o amistoso entre as seleções paulista e carioca. Os paulistas venceram por 3 a 2, com direito a um gol do Rei do Futebol. “Sou um grande admirador da Rainha Elizabeth II desde a primeira vez que a vi pessoalmente, em 1968, quando ela veio ao Brasil testemunhar nosso amor pelo futebol e conheceu a magia do Maracanã lotado”, postou Pelé no Instagram. Em 1997, Elizabeth II condecoraria Pelé com a Ordem de Cavaleiro do Império Britânico, fato também comentado pelo camisa 10. “Alguns anos depois, generosamente, ela me condecorou com a mais alta honraria do país (Reino Unido). Seus feitos marcaram gerações. Este legado durará para sempre. Neste dia triste, compartilho essa memória com todos vocês e envio a minha mensagem de carinho e minhas preces para a família real britânica e a todos amigos do Reino Unido”. Na edição de 11 de novembro de 1968 de A Tribuna, Pelé também falou da emoção de receber o troféu do amistoso Paulistas x Cariocas, que levava o nome de Elizabeth II, ao lado da rainha. “Fiquei muito satisfeito, muito emocionado mesmo em receber o troféu. Poucos são os jogadores que podem chegar a isso e eu tive a honra e a felicidade de chegar lá”. Quando foi cumprimentado pela monarca, que disse estar satisfeita em conhecê-lo, o Rei retribuiu: “A honra é toda minha e todos estão alegres por sua visita. Sua presença somente engrandece nosso país”. Na ocasião, Pelé também relembrou que o encontro no Maracanã foi o segundo com o príncipe Philip, que morreu em abril de 2021, aos 99 anos. O marido da rainha presenciara, no dia 18 de março de 1962, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, a goleada do Santos sobre o Palmeiras por 5 a 3 em um amistoso, com dois gols do Rei. “Tudo isso é mais uma historinha para eu contar para o meu filhinho. Vamos ver se ele vai acreditar quando eu lhe contar futuramente”, brincou Pelé, em A Tribuna. Súditos no MaracanãSúditos do Rei, o volante Clodoaldo e o atacante Abel também atuaram no Maracanã. E relembraram a importância do encontro, mesmo não tendo contato com Elizabeth II. “Eu marquei um dos gols paulistas, mas deram para o Toninho Guerreiro. O Pelé subiu e ganhou a bola no alto e eu chutei primeiro, com o Toninho chutando quase junto comigo. Deram o gol pra ele, mas o importante é que ganhamos”, recorda Abel, que guarda a camisa do jogo, mas lamenta a perda de uma relíquia. “Eles nos deram uma medalha de ouro, mas infelizmente ela estava na Caixa”, diz ele, sobre o roubo à agência central da Caixa Econômica Federal, em Santos, em dezembro de 2017. Em 1968, em seu segundo ano como titular da equipe profissional do Santos, Clodoaldo lembra que após a convocação para a seleção paulista, ele também foi chamado para a seleção principal, que conquistaria o tricampeonato na Copa do México, em 1970. “Foi um jogo histórico pela presença da rainha no Maracanã e diziam que ela tinha muito interesse em conhecer o Pelé. Claro né, porque ela queria conhecer o Rei. O único que subiu com o Pelé na tribuna foi o Gérson, nós não tivemos essa sorte”. [[legacy_image_205701]] [[legacy_image_205702]]