[[legacy_image_273163]] A temporada do futebol brasileiro está chegando à metade e o Santos continua patinando nos mesmos problemas enfrentados desde o início do ano. Irregularidade, limitação técnica, desorganização tática e incapacidade ofensiva levaram o clube à segunda eliminação em uma competição, no prazo de uma semana, após a derrota para o Newell’s Old Boys por 2 a 1, terça (6), na Vila Belmiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apesar de se dizer “respaldado” pela direção, o técnico Odair Hellmann vive o pior momento no comando santista desde a sua chegada ao clube, em dezembro do ano passado. Sem vencer há sete jogos, acumulando quatro empates e três derrotas, o time volta a campo sob pressão neste sábado (10), às 16 horas, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, contra o Coritiba, pela 10ª rodada do Brasileirão. Em 32 jogos, o catarinense é o treinador que mais comandou o Alvinegro na gestão Andres Rueda. O aproveitamento, porém, continua baixo, como todos os técnicos que o antecederam desde que o presidente assumiu o clube, em 2021. Com 11 vitórias, 11 empates e 10 derrotas, Hellmann tem 45,8% de aproveitamento, quase empatado com Fernando Diniz e Fábio Carille, que tiveram 45,6% em suas curtas passagens pelo Peixe. Diniz comandou o time em 27 jogos, com 10 vitórias, 7 empates e 10 derrotas, enquanto Carille, nos mesmos 27 jogos, somou 9 vitórias, 10 empates e 8 derrotas. Fabián Bustos, com 42,8% de aproveitamento (8 vitórias, 12 empates e 8 derrotas); Ariel Holán, com 41,6% (4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas), Lisca, com 37,5% (2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas) e Orlando Ribeiro, com 36,1% (4 vitórias, 1 empate e 7 derrotas) foram os outros treinadores que passaram e fracassaram no clube. Fórmula vencida Com linhas de trabalho diferentes, os técnicos não sobreviveram à limitação técnica dos respectivos elencos, caracterizados por jogadores da base, alguns veteranos e apostas dos mercados nacional e sul-americano. Neste combo, em que os reforços, na maioria das vezes, não vingaram, o Santos vem acumulando eliminações precoces e lutas contra o rebaixamento, além de deixar a torcida com os nervos à flor da pele e com a sensação de que o time está à deriva. Neste contexto, alguns torcedores se excedem e partem para a violência, como aconteceu na terça, com o lançamento de rojões nos jogadores e pedras e garrafas no ônibus do clube. Escaldada pelas mudanças constantes no comando técnico, a direção santista, por sua vez, mostra apoio a Odair Hellmann, apesar da turbulência e do futuro nebuloso que se vê à frente. Uma nova derrota na capital paranaense vai aumentar ainda mais a tensão entre torcida e jogadores e pode deixar a situação insustentável em um time que terá, ainda este mês, jogos contra o Corinthians e Flamengo na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.