[[legacy_image_64151]] À espera de um voo humanitário - que transporta medicamentos e insumos hospitalares - para voltar da Venezuela, pois os voos comerciais estão difíceis de se conseguir em meio à pandemia, o atacante Soteldo aguarda uma solução para se reapresentar ao Santos. Entretanto, a opção por um voo fretado em avião particular, como fez o Palmeiras para levar e trazer o técnico Abel Ferreira de Portugal, tem muitos entraves para ser confirmada no caso do jogador santista. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em razão das restrições adotadas pelo governo venezuelano durante a pandemia, e por se tratar de um país com a política internacional fechada, as empresas de fretamento de jatos particulares evitam viagens para as cidades venezuelanas, sob a justificativa de que o risco de ter a aeronave retida e amargar grande prejuízo financeiro é muito grande. Atualmente, o governo do presidente Nicolás Maduro só autoriza voos para Bolívia, México, Turquia, Rússia e, às vezes, Panamá. Empresas de jatinhos ouvidas pela Reportagem temem que, após a aterrissagem em solo venezuelano, não recebam autorização para decolar. Pior do que isso: sem autorização, o jatinho poderia ser apreendido pelas autoridades locais. Uma saída nesse caso seria fazer um seguro que ressarcisse a empresa diante da apreensão. No entanto, esse seguro tem valores elevadíssimos e não costuma ser feito porque a demanda de voos para a Venezuela é pequena. Valores Porém, se todos esses obstáculos forem superados, o Santos ou o jogador teriam que desembolsar entre R\$ 300 mil e R\$ 575 mil pelo fretamento. Mas aí entra uma outra barreira no caminho. Para conseguir todas as autorizações (sanitárias e legais) de entrada e saída da Venezuela são necessários, em média, quatro dias úteis. Desta forma, Soteldo só teria autorização para deixar o seu país, caso o processo tivesse início nesta terça-feira (30), na próxima segunda-feira (5), um dia antes de o Santos enfrentar o San Lorenzo, em Buenos Aires, pelo duelo de ida da terceira preliminar da Libertadores. Roraima ou Panamá Para tentar conseguir retornar ao Brasil, Soteldo fretou um avião até o Panamá para de lá viajar rumo a São Paulo. Porém, o voo não recebeu autorização para aterrissagem e ele precisou voltar para Caracas. A cidade brasileira que faz fronteira com a Venezuela é a pequena Pacaraima, no norte de Roraima. Porém, uma viagem de carro entre Caracas e Pacaraima tem mais de 900 quilômetros, o que daria mais de 17 horas de trajeto. Soteldo está com a esposa e os três filhos em Caracas desde o último dia 16, quando o Santos empatou com o Deportivo Lara em 1 a 1 e se classificou para a terceira fase preliminar da Libertadores.