[[legacy_image_272985]] O Santos vive o pior momento na temporada. A derrota para o Newell’s Old Boys por 2 a 1, na noite desta terça (6), na Vila Belmiro, deixou o time praticamente fora da Copa Sul-Americana, fato que pode ser confirmado nesta quarta (7), caso o Audax Italiano pelo menos empate com o Blooming, na Bolívia. Fora da Copa do Brasil e com uma campanha irregular no Brasileirão, o time também está há sete jogos sem vencer (quatro empates e três derrotas). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O panorama caótico, que provocou a fúria e o ataque de torcedores ao elenco após a partida na Vila, mexe com o psicológico da equipe, mas o técnico Odair Hellmann disse que o principal, para ele, é trabalhar as questões técnicas e táticas, que acabam influenciando no emocional dos atletas. "Não vou trabalhar o lado psicológico dos jogadores: eu vou trabalhar a parte tática, técnica, física e, por consequência, a psicológica. O mental não é minha área, ela entra no contexto do treinador como parte da motivação, da energia, e é mais específica. O processo é focar no que podemos melhorar com esse tempo. Hoje, sentimos não só o aspecto de não conseguir vitórias anteriores, que deixa o ambiente mais propício. Se vencêssemos no domingo (na verdade, ele se referia ao empate de sábado, contra o Inter na Vila), talvez o ambiente seria melhor", analisou o treinador. Hellmann salientou que, ao contrário do Santos, que entrou em campo pressionado para buscar a vitória e continuar com chances de classificação na Sul-Americana, o Newell’s Old Boys, já classificado, jogou à vontade na Vila Belmiro. “Adversário veio classificado, jogou com leveza. Não jogou assim na Argentina. E merecíamos a vitória lá. É acreditar no processo de treinamento, recuperação, comportamentos dentro de campo e melhorar. Sofremos gol num detalhe do futebol, de rebote de bola parada. E todo contexto de dificuldade aumentou para o 2º tempo. Conversei com a equipe, montamos movimentos para voltar com os mesmos jogadores do intervalo. Oportunizei todos, Luiz Felipe foi o último", pontuou. O treinador frisou que o caminho para reencontrar a vitória passa pelo aprimoramento das finalizações. "Precisamos evoluir na capacidade de finalização. Temos nos organizado em pressão alta, recuperando posse, mas perdendo [a bola] na sequência e finalizando pouco. Finalizamos 17 vezes no último jogo, mas poucas no gol. Concordo que temos que evoluir nesse aspecto, definir melhor, ter calma na parte ofensiva, porque assim não há suspiro pra organização e um sistema pra se defender. Esse é um aspecto que a gente tem que evoluir, pra melhorar e ficar mais forte".