[[legacy_image_346270]] Quase quatro meses após o pior capítulo de sua história, o Santos tenta abrir frente no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras neste domingo (31), às 18 horas, na Vila Belmiro. Diante do maior vencedor do futebol brasileiro nos últimos cinco anos, que chega à decisão invicto, o Peixe quer dar mais um passo no seu projeto de reconstrução, conquistando uma vitória que deixaria a taça estadual mais próxima do Memorial das Conquistas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Sem títulos desde 2016, quando ganhou o último, exatamente o Paulistão, sobre o Audax, o Alvinegro tem pela frente um adversário que acumulou troféus nas últimas temporadas. Sob o comando do técnico Abel Ferreira, no clube desde novembro de 2020, o Palmeiras conquistou nove campeonatos. Atual bicampeão paulista, Abel Ferreira também levou o Alviverde às conquistas da Copa Libertadores (2020, sobre o Santos, e 2021), Recopa Sul-Americana (2022), Brasileirão (2022 e 2023), Copa do Brasil (2020) e Supercopa do Brasil (2023). Se vencer o Paulistão, o Palmeiras voltará a ser tricampeão, feito que não consegue há 90 anos, e o português igualaráo lendário Osvaldo Brandão, maior vencedor na história do clube, com 10 títulos. Do lado santista, se faltaram taças e sobraram decepções nos últimos sete anos, o clube pode reencontrar o caminho da glória com a estrela do “abençoado”, como ele mesmo diz, Fábio Carille. Tricampeão estadual com o Corinthians, o treinador voltou à Vila Belmiro para reorganizar a casa após o rebaixamento no Brasileirão e, em menos de três meses, reestruturou o “novo Santos”, conduzindo o torcedor da desconfiança à euforia. Entre altos e baixos, com algumas atuações oscilantes, o Peixe se mostrou competitivo e teve a segunda melhor campanha geral do Paulistão. Em 14 jogos, foram nove vitórias, dois empates e três derrotas, 21 gols a favor e 12 contra. Mais consistente, o rival conquistou 10 vitórias e quatro empates na trajetória no campeonato, marcando 26 gols e sofrendo 10. Do pesadelo à redençãoDo elenco que viveu o pesadelo do descenso à Série B do Brasileiro, em dezembro passado, e permaneceu no clube, o goleiro João Paulo e o zagueiro Joaquim vêm sendo os destaques nesta temporada. O ex-capitão, cotado para deixar a Vila no final do ano, reajustou o seu contrato e, com boas atuações, manteve a titularidade na meta santista. Contra a Portuguesa, nas quartas de final, foi decisivo ao defender um pênalti de Felipe Marques, garantindo o Alvinegro na semifinal. Dos 14 reforços contratados para o Estadual, os volantes Diego Pituca e João Schmidt formaram uma parceria impecável no meio-campo. Na defesa, Gil, outro que chegou em janeiro, logo se entrosou com Joaquim, formando uma dupla sólida na cozinha santista. Dor de cabeça constante em 2023, a meia ganhou de novo um jogador cerebral, com a contratação de Giuliano. Apesar de ter ficado fora de nove jogos na primeira fase, após sofrer uma lesão muscular na panturrilha esquerda, exatamente contra o Palmeiras, na terceira rodada, Giuliano voltou nas quartas de final e foi um dos destaques na vitória sobre o Bragantino, na semifinal. Sem um “matador” no ataque, o Peixe se mostrou um time solidário na distribuição dos gols. Tanto que tem três artilheiros: Giuliano, Julio Furch e Guilherme, com três gols cada. Joaquim, Otero e Willian Bigode, fora do Estadual por lesão, anotaram dois gols. Carille tem duas dúvidas para definir o Santos. Na lateral direita, Aderlan, que não atuou contra o Bragantino por sentir incômodo no músculo posterior da coxa esquerda, treinou nos últimos dias, mas disputa a preferência com JP Chermont, revelação de 18 anos da base. Após cumprir suspensão contra o Red Bull, Otero pode voltar ao ataque, em lugar de Pedrinho. [[legacy_image_346271]] Sensação e ataque de pesoO Palmeiras chega a mais uma decisão como favorito. Além de competitivo e duro de ser batido, o Verdão tem o atacante Endrick, de 17 anos, em grande fase. De saída para o Real Madrid, em julho, ele ganhou as manchetes após dois jogos e dois gols pela seleção em amistosos contra Inglaterra e Espanha, na Europa. Na volta ao País, fez o gol contra o Novorizontino que classificou a equipe à final. Neste sábado (30), Endrick treinou separadamente do elenco, seguindo um “cronograma individualizado”, segundo o Palmeiras. O atacante foi substituído no segundo tempo contra o Novorizontino, ao reclamar de dores na coxa direita, mesmo local onde havia sofrido uma pancada no amistoso contra a Espanha, mas deve ser titular neste domingo. O conjunto palmeirense, porém, formado com a cara do perfeccionista Abel Ferreira, tem outras armas mortais. Dos 26 gols marcados pelo melhor ataque da competição, 16 foram anotados por dois jogadores. Com 10 gols, o argentino Flaco López lidera a artilharia, que tem Raphael Veiga em terceiro, ao lado de Eduardo Sasha, do Bragantino, com 6. Curiosamente, Flaco e Veiga anotaram os gols na vitória palmeirense sobre o Alvinegro na primeira fase, por 2 a 1, no Allianz Parque. Se o argentino tem presença de área e é perigoso no jogo aéreo, Veiga é o cérebro do time. Técnico e com muita precisão nos lances de bola parada, o meia é o grande articulador da equipe, que tem no sistema defensivo outro ponto forte. Com 10 gols sofridos em 14 jogos, o Palmeiras só levou mais gols do que o São Bernardo, que tomou 9, mas em 12 jogos, já que foi eliminado na primeira fase.