[[legacy_image_278119]] Visto com desconfiança por boa parte da torcida desde o seu retorno ao clube, em fevereiro, o meia Lucas Lima é o retrato do Santos na temporada. Irregular, assim como o time, o jogador não consegue passar confiança aos torcedores de que a má fase é passageira e a reviravolta é somente uma questão de tempo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na quinta-feira (29), Lucas Lima teve a chance de acabar com o jejum de 10 jogos sem vitória do Peixe, em mais um jogo de baixo nível técnico protagonizado pela equipe em 2023. Mas, no último lance da partida na Vila Belmiro, o meia encheu o pé na cobrança de um pênalti, aos 53 minutos da etapa final, e acertou a trave. Ao invés de herói, o meia saiu como vilão no empate sem gols contra o Blooming, na despedida da Copa Sul-Americana. Nas redes sociais, as cornetas santistas soaram forte contra o jogador de 32 anos, que após assinar um contrato de produtividade válido por três meses, em fevereiro, teve o vínculo renovado até abril de 2025. Em sua segunda passagem pelo Alvinegro, Lucas Lima vive, como o Peixe, de lampejos de bom futebol. Na melhor apresentação de ambos na temporada, nos 3 a 0 sobre o Bahia, no dia 10 de maio, pela 5ª rodada do Brasileirão, o torcedor teve esperança em ver a equipe disputar um Brasileirão sem sustos. O que se viu após a rodada seguinte, na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, em São Januário, no dia 14 de maio, foi uma sequência de jogos ruins, eliminações e sequência de três derrotas na Vila, com um futebol abaixo da crítica. O cenário caótico, de 11 jogos de jejum, igualou a marca de 2021, quando o Peixe também ficou o mesmo número de partidas sem vencer, entre o final da era Fernando Diniz e o início de trabalho de Fábio Carille. Palavra do comandante Com a missão de tirar o Santos da crise, o técnico Paulo Turra conhece Lucas Lima dos tempos em que foi auxiliar de Luiz Felipe Scolari no Palmeiras. Garantindo que o meia é um dos jogadores que mais corre no Alvinegro, ele quer potencializar o futebol do jogador. “Quando pegamos o GPS, podemos ver que ele (Lucas Lima) é um dos que mais correm. Mas aqui no Santos já conversamos sobre correr certo. Ele não vai mais pegar a bola o tempo todo. Vai correr certo com e sem bola. Vou dar o caminho”, disse Turra, após o jogo contra o Blooming. Para o comandante, os atletas têm que seguir ou se adequar aos seus preceitos. “Se ele (Lucas Lima) seguir, pronto. Se não, tomarei minhas decisões. Ele tem intensidade, mas tem que ser coordenada e orientada, dando o caminho com e sem bola”, frisou. Contra o Blooming, Lucas Lima entrou no segundo tempo e jogou pouco mais de 30 minutos, mas na partida deste domingo (2), às 18h30, na Arena Pantanal, contra o Cuiabá, o meia volta a ser titular. Deve ganhar 90 minutos em campo para mostrar ao treinador que assimilou as suas ideias e tentar se redimir perante a ressabiada torcida.