[[legacy_image_231623]] O último boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein informou que Pelé, de 82 anos, apresentou uma "progressão da doença oncológica". Especialistas disseram que o termo é utilizado quando a doença está progredindo, ou seja, quando o corpo para de responder à quimioterapia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O médico oncologista André Perdicaris disse que o termo usado no boletim médico significa que o câncer está avançando. "Os cuidados para esta fase é não deixar o paciente sofrer, ou seja, evitar que ele sinta, por exemplo, dores ou outros sintomas". O também médico oncologista Franklein Vieira Maia disse que a progressão da doença oncológica significa a perda da resposta da quimioterapia e o aumento do câncer do cólon. "O câncer não respondeu à quimioterapia atual e aumentou o tamanho da doença, [o que] piora do quadro". No entanto, Maia afirmou que não é possível afirmar que os cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca sejam o tratamento paliativo. Ao mesmo tempo, Maia disse que, caso o câncer tenha avançado, não responda à terapia oncológica e apresente outros problemas clínicos relevantes, que sejam classificados pela equipe como irreversíveis, nestes casos, "é dever do médico disponibilizar todas as medidas paliativas possíveis para garantir a qualidade e conforto do ser humano". Ainda de acordo com ele, o câncer de cólon é atualmente o terceiro tipo mais comum em homens, sendo que a maioria dos casos começam com a mudança do hábito intestinal, ou seja, diarreia ou constipação e, em alguns casos, sangramento. "Se o diagnóstico for precoce, tem alta chance de cura". "Em possibilidade de casos graves e irreversíveis é liberado visita, mas não podemos afirmar [que seja isso], pois o boletim médico não oferece mais detalhes", explicou Maia. Para o oncologista Fernando Yaeda, a "progressão da doença oncológica", em princípio, significa a ausência de resposta ao tratamento, apesar da sua realização. "Mesmo com o tratamento sendo realizado, a doença progride, aumenta do ponto de vista de aparecerem metástases". Segundo Yaeda, o boletim revela uma piora do quadro no ponto de vista oncológico. "Não necessariamente é metástase, mas, geralmente tem relação. Progressão de doença pode ser que surgiram linfonodos ou o tumor primário aumentou de tamanho, mas, geralmente, a gente considera como metástase ou progressão das metástases". Tratamento paliativo Yaeda explicou que o tratamento paliativo é utilizado em pacientes que não têm mais cura, utilizado para tratar os sintomas, já que o mesmo deixará de fazer quimioterapia, radioterapia e procedimentos cirúrgicos, mas que só com as informações do boletim médico não é possível afirmar que seja o caso de Pelé. "O tratamento paliativo inclui tratamento para a qualidade de vida, você faz todas as medidas para deixar o paciente com uma boa qualidade de vida". "Provavelmente o quadro dele esteja mais relacionado ao tratamento paliativo mesmo, tratamento dos sintomas e da qualidade de vida, e tratamento das complicações. Insuficiências renal e cardíaca muitas vezes estão relacionadas até ao próprio tratamento, a quimioterapia e a radioterapia podem desencadear", afirmou. Segundo ele, em situações assim, a presença da família é fundamental para o tratamento oncológico e bem-estar do paciente. "Isso ajuda muito na evolução do paciente. A parte da presença da família é de fundamental importância". Boletim médico Segundo o boletim médico divulgado na tarde de quarta-feira (21), Pelé continuará internado no hospital, em São Paulo, para cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. O Rei do futebol segue internado em quarto comum, sob os cuidados necessários da equipe médica. O documento foi assinado pelos médicos: Fabio Nasri, geriatra e endocrinologista; Rene Gansl, oncologista e Miguel Cendoroglo Neto, diretor-superintendente médico e serviços Hospitalares. O Atleta do Século deu entrada no hospital em 29 de novembro para uma reavaliação da terapia quimioterápica para tumor de cólon e tratamento de uma infecção respiratória. Desde então vinha apresentando melhoras, mas, segundo no novo boletim, a doença tem causado complicações nos rins e coração.