[[legacy_image_79838]] A derrota do Santos na final da Libertadores, para o Palmeiras, ainda repercute entre os torcedores alvinegros. Para muitos, a mexida do técnico Cuca, que deixou Lucas Braga no banco de reservas, apesar de o atacante viver um bom momento, foi um erro. Porém, em entrevista ao programa Arquibancada Alvinegra, no canal do Grupo Tribuna do YouTube, Lucas garante não guardar mágoa do ex-treinador. Pelo contrário, ele se mostra conformado com a estratégia adotada à época. “Nós chegamos no Rio de Janeiro no dia 27, três dias antes da final, e fizemos a preparação no CT do Fluminense. Lembro que trabalhamos com a mesma formação que havia vencido o Boca Juniors, mas não encaixou. O time ficou muito exposto, sofremos muitos contra-ataques no treinamento. Depois desse treino, o Cuca me chamou e explicou que o Palmeiras tinha um jogador no meio-campo perigoso, se não estou enganado era o Danilo, e que não poderíamos ter aquela exposição, porque acabaríamos sofrendo na partida”, conta ele, que entrou aos 36 minutos do segundo tempo da decisão. “Além disso, ele explicou que precisava de opções para o decorrer do jogo, e me tendo no banco poderia dar sangue novo ao time, na segunda etapa. E aquilo ia acontecer. O Palmeiras fez o gol, mas a nossa estratégia estava correta. Eu entrei, nós íamos para a prorrogação, o Palmeiras provavelmente ia cansar e nós conseguíriamos o nosso resultado. Infelizmente em um lance de bola cruzada, eles chegaram ao título”, completou Lucas, que encerrou aquela Libertadores com 2 gols marcados. No elenco profissional do Santos desde o segundo semestre do ano passado, Lucas Braga teve a oportunidade de trabalhar com três treinadores: Cuca, Ariel Holan e Fernando Diniz. E a experiência com o atual comandante do Alvinegro tem sido produtiva. Na opinião do atacante, Diniz é o técnico mais intenso que teve na carreira. “A intensidade que ele exige durante os treinos e jogos é muito alta. Muito mais alta do que dos outros treinadores com quem trabalhei. Principalmente na marcação. É inegociável com ele a marcação. Mesmo que seja um jogador de ataque é preciso correr pelo time, porque é ajudando o coletivo que o individual aparece”, fala o camisa 30 do Santos.