[[legacy_image_1376]] Uma reunião do Conselho Deliberativo (CD) do Santos, na próxima segunda-feira, deve incendiar os bastidores do clube. Em pauta, o parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) sobre as contas de 2018, primeiro ano da gestão de José Carlos Peres, reprovadas pelo CD. De acordo com o parecer da CIS sobre o déficit de R\$ 77 milhões registrado em 2018, a gestão feriu o parágrafo C do artigo 68 do estatuto do clube: “Não terem sido aprovadas as contas da sua gestão”, o que é passível para um novo pedido de impeachment de Peres. Em 2018, o mandatário também enfrentou um processo de impedimento, aprovado pela maioria dos conselheiros. Na Assembleia Geral de Sócios, no entanto, a maior parte dos associados votou contra o impeachment de Peres. Na reunião do dia 16, a CIS vai apresentar o parecer e sugerir o impedimento do presidente. Caberá aos conselheiros, por maioria simples, aprovar ou não o parecer. Se aprovado, o CD autoriza o procedimento para abertura de um processo de impeachment. A partir deste ponto, a mesa do CD envia a decisão para a CIS, que dará, em um prazo de cinco dias, ciência ao processado. Peres e outros membros do Comitê de Gestão citados no inquérito terão dez dias para fazer as suas defesas. Esgotado o prazo para defesa, a CIS tem sete dias para emitir um parecer e enviar ao presidente do Conselho Deliberativo. Se o pedido de impeachment for mantido, o CD convocará nova reunião. Para que o processo siga adiante, é necessário que dois terços dos conselheiros presentes votem a favor do impedimento. Neste caso, a decisão será submetida à Assembleia Geral de Sócios, que define, por maioria simples, o destino do presidente e do vice. Ao contrário de 2018, quando somente Peres corria o risco de perder o mandato, um novo pedido, agora, também envolve o vice-presidente Orlando Rollo. Saindo o presidente, todo o seu Comitê de Gestão também estará impedido de continuar no clube. “Muito cuidado” Questionado sobre o assunto, o presidente do CD, Marcelo Teixeira, foi comedido ao comentar os desdobramentos do caso. “Não tenho como mensurar (o tempo que duraria o processo). Tem os prazos estatutários, mas tem que ter muito cuidado, pois exigem defesas e uma série de procedimentos com o presidente, o vice, o comitê gestor”, disse Teixeira. ATribuna.com.br procurou o presidente José Carlos Peres, mas ele não se manifestou sobre o assunto.